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Imagem destaque: Bares e restaurantes seguram os preços mesmo com tendência de alta dos insumos
Créditos: Freepik

Bares e restaurantes seguram os preços mesmo com tendência de alta dos insumos

 O índice de inflação da alimentação fora do lar ficou bem abaixo da alimentação no domicílio, segundo dados do IPCA de março. Enquanto o índice geral avançou 0,88%, o grupo alimentação e bebidas subiu 1,56% e a alimentação no domicílio chegou a 1,94%. Já a alimentação fora do lar teve variação de 0,61%, o que evidencia que bares e restaurantes seguem contendo os reajustes ao consumidor mesmo diante da tendência de alta dos custos.


Movimento Observado 

  Essa diferença entre os índices reforça um movimento que já vinha sendo observado no setor. Embora os principais insumos tenham voltado a pressionar a inflação, os estabelecimentos seguem com dificuldade para reajustar os cardápios na mesma intensidade. Na prática, parte dessa alta continua sendo absorvida pelos estabelecimentos. Esse cenário também aparece na Pesquisa Abrasel. De acordo com o levantamento, 35% dos estabelecimentos não conseguiram reajustar preços nos últimos 12 meses, enquanto 56% realizaram ajustes em linha ou abaixo da inflação. Apenas 9% aplicaram aumentos acima do índice inflacionário.


Pressão Volta ao Radar

 Os dados indicam que, apesar de uma recomposição parcial das margens no segundo semestre de 2025, o setor voltou a represar preços diante do risco de perda de consumo. A estratégia ajuda a sustentar a demanda no curto prazo, mas tende a reduzir a rentabilidade dos negócios. Em um contexto de alta mais intensa nos custos de alimentos, a diferença entre os índices reforça o descompasso entre despesas e preços praticados, pressionando a operação dos estabelecimentos.


 Segundo Paulo Solmucci, presidente executivo da Abrasel, o cenário acende um sinal de alerta. "Os dados mostram que os bares e restaurantes continuam fazendo um esforço importante para não repassar integralmente a inflação ao consumidor. Isso ajuda a preservar o consumo no curto prazo, mas tende a pressionar as margens dos negócios em um momento em que os custos dos alimentos seguem em alta", comenta.

13/04/2026

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