Aceleração do e-commerce e mais eficiência logística
Durante a pandemia, o e-commerce no Brasil registrou um crescimento exponencial. Entre 2019 e 2022, o setor movimentou cerca de R$ 450 bilhões, mais que o dobro do acumulado entre 2016 e 2019, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Já em 2020, o segmento teve um aumento de 73% nas vendas, em comparação com o ano anterior, de acordo com o Comércio Eletrônico Brasil e o Ebit Nielsen. Esse crescimento foi impulsionado pelo lockdown que levou todos os comércios a fecharem as portas, exceto supermercados e farmácias. Itens essenciais, como alimentos e produtos de higiene, também passaram a ser adquiridos em plataformas de e-commerce, enquanto serviços de entrega e aplicativos de supermercado tiveram um boom de popularidade. A pandemia trouxe mudanças profundas para o e-commerce, acelerando a transformação digital e moldando novos hábitos de consumo.
O fechamento das lojas físicas forçou as grandes empresas e até os pequenos varejistas a migrarem rapidamente para o ambiente online – mesmo, muitas vezes, sem nenhuma experiência - resultando em um aumento de 400% na abertura de lojas virtuais durante o período de quarentena, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Com todo esse movimento, tecnologias como inteligência artificial, realidade aumentada e chatbots começaram a ganhar destaque, permitindo experiências de compra mais personalizadas e imersivas. Além disso, a conveniência das compras online, com entregas rápidas e flexibilidade nas devoluções, se tornou um fator decisivo para os consumidores.
Aproximação com os Consumidores
Outra mudança de comportamento que chegou para ficar foi a parte de conveniência na entrega, que aproximou pequenos varejistas que não tinham acesso aos consumidores online de variados perfis, e hoje podem atingir outras cidades e não só a sua microrregião. “Então essa facilidade de acesso de produtos, categorias e fornecedores que eu não tinha antes, agora eu busco isso através desse canal - como um Mercado Livre. Isso também é outra coisa que mudou. Não estamos falando só de consumidores jovens, mas pessoas acima de 55 anos”, comenta Andrea Aun, especialista em varejo e fundadora da Integration Consulting, em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News. Mesmo diante de todas essas transformações, para seguir ‘no jogo’ é necessário continuar entregando experiência ao consumidor, que tem buscado cada vez mais ser reconhecido pelos varejistas.
Eficiência Logística
Neste período, a logística no Brasil também foi transformada drasticamente, se modernizando e ampliando significativamente a infraestrutura de entrega – seja por meio de parcerias com empresas de transportes ou pelo fortalecimento de sistemas de entregas rápidas e de última milha. Dessa forma, o setor se tornou um elemento-chave para viabilizar o comércio eletrônico. O impacto no Brasil foi significativo, com a logística sendo responsável por garantir a continuidade do abastecimento de produtos essenciais e não essenciais. Entre as principais transformações da logística, se destacam a ampliação dos centros de distribuição próximos aos grandes centros urbanos, uso intensivo de tecnologia como inteligência artificial e rastreamento em tempo real, além da crescente adoção de modelos de entrega sustentável. A pandemia não apenas acelerou a digitalização do setor, mas também reforçou a importância de estratégias logísticas robustas e adaptáveis para o sucesso do e-commerce.
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