Prever a demanda por bebidas com meses de antecedência se tornou um desafio maior diante da crescente variabilidade climática. Mudanças bruscas de temperatura alteram o ritmo das vendas e dificultam o planejamento da produção e da distribuição, aumentando o risco de excessos ou falta de produtos nas prateleiras. Além de expor a fragilidade dos modelos tradicionais de gestão, o fenômeno El Niño mostra que não dá mais para contar com o certo garantido. Esses eventos extremos deixaram de ser exceção e passaram a redefinir a rotina das empresas. Quando o clima oscila bruscamente ou surge uma corrida inesperada de vendas, a capacidade da distribuição é colocada à prova. Em um ambiente de choques frequentes, tentar adivinhar os próximos passos baseando-se em velhas certezas é o caminho mais curto para o desabastecimento.
06/11/26