E-commerce cresce 16,9% no 1º semestre e fatura R$ 208,4 bilhões
O e-commerce brasileiro registrou faturamento de R$ 208,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 16,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo estudo da Confi em parceria com o E-commerce Brasil. Entre janeiro e junho, o setor contabilizou 756,7 milhões de pedidos, crescimento de 34,8%. Apesar do avanço, o ticket médio recuou 13,3%, para R$ 275,50, enquanto o número de itens por compra caiu 12,4%, passando de 2,25 para 1,97. O relatório também projeta um segundo semestre ainda mais forte, com expectativa de faturamento de R$ 254 bilhões. Caso a previsão se confirme, o comércio eletrônico poderá encerrar 2026 com receita de R$ 462,5 bilhões e alta de 18,6%.
Saúde lidera crescimento e Copa impulsiona vendas
A categoria de moda e acessórios liderou o faturamento no semestre, com R$ 19,3 bilhões, seguida por eletrodomésticos (R$ 19,2 bilhões), saúde (R$ 15,5 bilhões), eletrônicos (R$ 14,4 bilhões) e telefonia (R$ 14 bilhões). Entre os segmentos, saúde registrou o maior crescimento, de 45,8%, impulsionado pelas vendas de canetas emagrecedoras, que faturaram R$ 6,1 bilhões e avançaram 213%. A Copa do Mundo também influenciou o desempenho do setor, com alta de 28,9% nas vendas de televisores, que movimentaram R$ 9,2 bilhões, e crescimento de 139,3% no vestuário esportivo, que alcançou faturamento de R$ 1,9 bilhão. A categoria de camisas esportivas movimentou R$ 1 bilhão, enquanto as vendas de álbuns e figurinhas da Copa também ganharam impulso após o lançamento da coleção.
