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Imagem destaque: Bares concentram quase 12% das vendas do dia após vitória do Brasil na Copa
Créditos: Divulgação

Bares concentram quase 12% das vendas do dia após vitória do Brasil na Copa

  A vitória do Brasil sobre o Haiti por 3 a 0, no segundo jogo da Seleção na Copa do Mundo, mexeu com a rotina de consumo dos brasileiros — e ajudou a transformar o pós-jogo em momentos de celebração. Segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), os bares registraram o maior volume de vendas às 23h no dia da partida, concentrando 11,8% das transações do dia, ante 4,56% no mesmo horário da sexta-feira comparável de 2025. 


Consumo na Copa 

 O comportamento sugere uma diferença importante em relação à estreia da Seleção, marcada pelo empate contra o Marrocos. Se no primeiro jogo o varejo total recuou, no confronto contra o Haiti o comércio brasileiro mostrou maior adaptação à rotina da Copa: o varejo total cresceu 1,7%, o e-commerce avançou 22,9% e as lojas físicas tiveram queda de 3,0%. A força do digital foi um dos principais destaques. Enquanto o varejo físico recuou 3,0%, o e-commerce cresceu 22,9%, mostrando que o consumidor manteve o consumo, mas mudou o canal. A leitura é que, em dia de jogo da Seleção, o brasileiro tende a antecipar compras, recorrer mais ao online e ajustar a agenda de consumo ao horário da partida. A vitória não explica sozinha o desempenho, mas os dados indicam que o resultado positivo em campo pode ter prolongado a mobilização do torcedor, especialmente no consumo depois da partida.  


Consumo Multicanal 

 Entre os setores, Turismo e Transporte teve o melhor desempenho, com alta de 28,0% no faturamento nominal. O avanço sugere maior movimentação ligada ao dia do jogo, seja por deslocamentos, viagens ou programação associada à Copa. Também cresceram o Varejo Alimentício Especializado, com alta de 9,9%, e Supermercados e Hipermercados, com avanço de 5,5%. Outros setores tiveram desempenho negativo no dia da partida. Recreação e Lazer registrou queda de 26,9%, a maior retração entre os setores analisados. Já o vestuário teve volume de vendas estável ao longo do dia, sem variação relevante no perfil horário em relação à sexta-feira comparável de 2025. Os demais setores, agrupados, cresceram 2,9%.


  No recorte específico de Bares, Discotecas e Casas Noturnas, o faturamento nominal registrou leve queda de 2,8%. A abertura por canal mostra, novamente, o peso do digital: o e-commerce do microssetor cresceu 8,1%, enquanto as vendas físicas recuaram 3,1%. O que indica que os torcedores demandaram bebidas e outros produtos para consumir dentro de casa. 

 

 Para a Cielo, os dados mostram que grandes eventos esportivos funcionam como um termômetro da transformação do varejo brasileiro. "O consumidor não deixa necessariamente de comprar em dia de jogo: ele muda o canal, o horário e a ocasião de consumo. Em partidas da Seleção, o comércio precisa estar preparado para vender antes, durante e depois do jogo — no balcão, no aplicativo, no link de pagamento e em qualquer ponto de contato com o cliente. Para o lojista, isso reforça a importância de estar preparado para atender o cliente em diferentes momentos e canais, com uma operação simples, segura e integrada", afirma Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo.

24/06/2026

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