Buscando expansão internacional, Bee Brazil investe em mel proteico
Indo na contramão dos produtos que utilizam xaropes e adoçantes na fórmula, a Bee Brazil, marca de produtos apícolas da Apis Nativa, aposta em linhas que introduzem o mel puro combinado a frutas, castanhas e colágeno, e encara o desafio de um varejo em que “a prateleira nunca é elástica". Em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News, Tarciano Silva, Diretor da Apis Nativa, comenta sobre a busca por expansão. “Já estivemos em feiras importantes como APAS e Naturaltech, mas entrar no grande varejo exige tempo, pois a 'prateleira não é elástica': para alguém entrar, alguém tem que sair, e é difícil chegar por último para ocupar o lugar de empresas consolidadas há anos. Ainda assim, nosso produto é único no mercado. Paralelamente, buscamos expansão internacional para essa linha de varejo. Nos Estados Unidos, estamos em negociação com redes como Sprouts, Albertsons e Chef's Warehouse, e já fornecemos para a Sierra e a Home Goods, que pertencem ao grupo TJX."
Investimento em proteína
Dentre as opções da linha Honey + Nuts, a Bee Brazil conta com uma pasta de três ingredientes: mel, castanha de caju e proteína. Além disso, o portfólio inclui barras e balas proteicas. "A nossa experiência com o lançamento do Honey & Fruits Carbo - que combina mel, banana e sal - mostra como o mel funciona como uma fonte de energia limpa. Ele garante um fluxo energético mais constante, sem picos bruscos e sem o famoso efeito rebote." Antes do movimento recente de busca por proteína, em decorrência do aumento expressivo de usuários de canetas emagrecedoras (GLP-1), a empresa já acreditava no investimento em produtos proteicos. "No nosso caso, a ideia surgiu da busca por um alimento doce, saudável e que não provocasse picos de insulina. Quando combinamos os três ingredientes - o mel como fonte de carboidrato e energia, a castanha como fonte de gordura boa e a proteína -, essa junção desacelera a absorção e reduz o índice glicêmico do produto, garantindo um consumo muito mais equilibrado", detalha o diretor da Apis Nativa. Na visão da Bee Brazil, a popularização fez os itens proteicos deixarem de ser um nicho esportivo para se tornarem um pilar central da alimentação diária dos brasileiros.
Presença no varejo
Com foco de distribuição em São Paulo e na região Sul, a marca está presente em redes como Santa Luzia, Superbom, Peruzzo, Minuano, Bonanza, Giassi, Hippo, Hiper Select, De Angelina, Abimar e SuperVille e Tiele, além de marketplaces. Para impulsionar os lançamentos no ponto de venda, a estratégia da Bee Brazil foca em experimentação. "Já estamos fazendo essas ações em alguns pontos de venda e vejo isso como o caminho principal para que o consumidor conheça o produto, entenda a proposta e finalize a compra.” O movimento para atrair novos perfis de consumidores passa diretamente pela redefinição do mel como um ativo funcional para o dia a dia e a prática de exercícios. Nesse cenário, a marca aposta no uso do ingrediente em formatos mais práticas de consumo. "Nosso foco principal agora é tornar esses produtos conhecidos, colocando as linhas de sachês, balas proteicas e barras nos grandes varejistas, em caixas de lojas de conveniência e farmácias, estimulando a compra por impulso. Já temos novos itens no radar, mas o objetivo atual é fazer essa linha rodar”, explica Tarciano.
Exportação em destaque
Com sede em Araranguá, litoral sul de Santa Catarina, a fábrica da empresa conta com mais de 10 mil metros quadrados de área construída. "Hoje, mais de 98% do nosso faturamento vem da exportação. A empresa exporta mais de 400 contêineres de mel por ano, com faturamento acima de R$ 100 milhões. Nosso melhor ano foi durante a pandemia, quando chegamos a faturar R$ 170 milhões. Por conta do momento, as pessoas desenvolveram uma consciência alimentar maior, e o consumo de mel e própolis aumentou”, afirma o executivo. O portfólio da marca reúne opções como as linhas Honey + Fruits e Honey + Fruits Carbo, a Silvestre, a picante Hot Honey, a Honey & Nuts - enriquecida com proteína e colágeno - e a Special Reserve. “Atendemos dois públicos distintos: quem quer consumir mel pelos benefícios à saúde, mas não gosta do sabor puro, e acaba escolhendo o mel com frutas; e as pessoas que querem comer uma geleia ou algo com fruta, mas querem evitar os aspectos menos saudáveis dela”, conclui o diretor.

