Onda de calor em SP altera horário de consumo de cerveja, aponta pesquisa
A onda de calor em São Paulo, registrada no fim de 2025, alterou o ritmo do lazer urbano na cidade. Os dados da Zig mostram que o consumo de cerveja passou a ocorrer mais cedo no dia, com crescimento expressivo no período da manhã e menor concentração no horário noturno. A análise compara os mesmos dias entre 20 e 31 de dezembro de 2024 e 2025, em 318 estabelecimentos da capital paulista. No período, o volume de cerveja consumido cresceu 27,5%, passando de 618,8 mil para 789,1 mil unidades. O contexto climático explica a mudança e crescimento durante o período da manhã. Em 2025, as temperaturas médias ficaram cerca de 6°C acima das registradas em 2024. Em 10 dos 12 dias analisados, as máximas subiram acima de 33°C, com pico de 37,2°C no dia 28 de dezembro. No ano anterior, predominavam temperaturas entre 25°C e 30°C, com apenas um dia acima de 32 °C, segundo o INMET. Nesse cenário, o consumo se desloca no tempo para a faixa entre 09h e 11h.
Temporadas de calor exigem organização
Para bares e restaurantes, a antecipação do consumo exige ajustes operacionais, com impacto direto em escala, logística, abastecimento e no planejamento de atendimento desde o período da manhã. “Quando temperaturas elevadas se mantêm por vários dias, o impacto não é apenas climático. Ele reorganiza o tempo da cidade. O consumo começa mais cedo e se espalha ao longo do dia, exigindo decisões operacionais baseadas em dados horários precisos”, afirma David Pires, CIO da Zig. Em São Paulo, o calor não elimina o lazer noturno, mas redefine sua centralidade, criando um consumo mais antecipado e distribuído ao longo do dia.
