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Imagem destaque: Liga Delivery aposta em gestão e tecnologia para enfrentar nova fase do delivery
Créditos: Divulgação

Liga Delivery aposta em gestão e tecnologia para enfrentar nova fase do delivery

 O delivery, que foi essencial para a sobrevivência de milhares de restaurantes durante a pandemia, passou a representar um dos principais desafios do setor. Margens pressionadas, custos operacionais elevados e dependência dos aplicativos marcam o que especialistas já definem como a “segunda onda” do delivery — fase em que eficiência e gestão se tornam determinantes para a rentabilidade. De olho nesse cenário, o empresário Diego Franco estruturou a Liga Delivery, hub que reúne educação, tecnologia e operação, a partir da experiência da Loocal Delivery, startup fundada em 2020. A proposta é posicionar o delivery como uma unidade de negócio independente dentro dos restaurantes, com indicadores, processos e estratégia próprios.


Resultados na Prática

 Um dos casos acompanhados pelo hub mostra ganho de eficiência: um restaurante registrou 1.535 pedidos em um mês, alta de 25% após ajustes operacionais baseados em análise de dados e inteligência artificial. No mesmo período, os cancelamentos caíram para 0,9% e a margem de lucro cresceu 10%, mesmo com o mesmo portfólio de produtos. Nos últimos cinco anos, a Loocal Delivery realizou mais de 7,2 milhões de entregas e gerou mais de R$ 23 milhões em faturamento para restaurantes atendidos. A base soma mais de 3 mil empresários e inclui redes como Sodiê Doces, China in Box, Bibi Sucos, Kopenhagen e OakBerry.


Estratégia e Autonomia dos Restaurantes

 Os resultados refletem o avanço da Liga Delivery. Em 2025, a empresa cresceu 54% em receita anual, com alta de 109% no último trimestre na comparação anual, dobrando a receita recorrente. Para Diego Franco, CEO da Liga Delivery, o principal erro dos operadores é tratar o delivery como extensão da cozinha. “O restaurante que opera um delivery possui um modelo de negócio totalmente diferente, apesar de complementar, ao simplesmente atender clientes nas mesas. Se não houver leitura de dados, controle de processo e estratégia de marca, o empresário trabalha mais e ganha menos”, afirma.


Profissionalizar Operações

 A empresa propõe inverter a lógica dos marketplaces, defendendo que o restaurante assuma o protagonismo da própria operação e utilize os aplicativos apenas como um dos canais de venda. O modelo inclui plataformas próprias de atendimento omnichannel, automação de marketing e operação logística integrada. Como parte da estratégia, a Liga também investe em experiências presenciais imersivas para capacitação prática dos empresários, substituindo o formato tradicional de palestras por simulações reais de operação. Com a estrutura consolidada, a meta é profissionalizar 50 mil operações de delivery até 2030, impactando mais de 1,5 milhão de pessoas. Para sustentar a expansão, a empresa captou R$ 1 milhão e prevê uma nova rodada de investimentos no segundo trimestre.

13/04/2026

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