Foozi aposta em IA para transformar compras no food service
De acordo com o estudo da Redirection International, o food service brasileiro deve crescer 7% até 2028, mas grande parte do setor ainda opera com processos manuais, baixa previsibilidade e pouco uso de dados nas decisões de compra. Foi pensando nesse cenário que surgiu a Foozi, plataforma de inteligência de compras voltada a restaurantes, hotéis, padarias e até supermercados. A plataforma atua na otimização de compras, gestão de fornecedores e eficiência do CMV (Custo da Mercadoria Vendida), auxiliando os estabelecimentos a comprar melhor, reduzir desperdícios e ampliar margens em um dos pontos mais sensíveis da operação. Na prática, "basta o cliente nos entregar uma lista com os insumos que precisa adquirir semanalmente", explica Felipe Araújo, CEO da Foozi. A partir disso, segundo ele, "a única preocupação passa a ser o recebimento e a organização dos produtos no estabelecimento". A expectativa da empresa é atender mais de 3 mil clientes e gerar R$ 1 bilhão em economia nos próximos anos.
"Em apenas dois anos, já movimentamos mais de R$ 200 milhões em transações e contamos com uma rede de mais de 2 mil fornecedores, distribuidores e indústrias parceiras", afirma Felipe.
Avanço com Investimento
No início de 2026, a Foozi concluiu uma rodada ponte com a entrada do FUNSES I, Fundo Soberano do Espírito Santo, além de um follow-on da Investortech Ventures, primeira investidora da empresa. O movimento fortalece a estrutura de capital para sustentar a próxima fase de expansão nacional. Em 2025, a empresa já havia firmado um contrato de investimento de R$ 2 milhões com a Investortech Ventures, companhia com atuação no Brasil, Europa, Emirados Árabes e Estados Unidos, que tem como tese o apoio a soluções inovadoras com potencial de crescimento global baseadas em IA e Web3. Segundo o fundador, a partir dessas rodadas, a empresa ampliou significativamente sua base de clientes ativos e evoluiu de uma solução focada em cotação e terceirização para uma plataforma completa de inteligência de compras, com aumento de ticket médio e maior previsibilidade de receita.
"O resultado é um modelo mais maduro, com maior retenção, recorrência e impacto financeiro mensurável para os clientes, gerando economias relevantes no custo de insumos e mais controle operacional", conclui Felipe Araújo.
Reforço no Time
Neste movimento de expansão, a startup anuncia a chegada de dois nomes estratégicos para sustentar seu plano: Juliano Dutra, como advisor estratégico do board, e Raphael Silva, como Chief Evangelist e sócio da empresa. Juliano Dutra foi fundador do iFood, uma das maiores plataformas de tecnologia, e Raphael Silva, especialista em delivery.
