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Imagem destaque: Café deixa de ser bebida e vira experiência de consumo
Créditos: Divulgação

Café deixa de ser bebida e vira experiência de consumo

  O crescimento das cafeterias no Brasil está ligado a uma mudança estrutural no comportamento do consumidor. O café passou a ser consumido como um momento do dia, associado a pausa, recompensa ou ritual. Esse novo significado amplia a demanda por espaços que ofereçam mais do que a bebida, combinando conveniência, identidade e conexão com o estilo de vida do público. 


  “A gente enxerga muito mais como uma mudança estrutural de comportamento do que como uma moda passageira. O brasileiro passou a consumir café como momento. Quando o consumo vira hábito afetivo, ele passa a pedir conveniência, consistência e um ambiente que faça sentido para aquele estilo de vida”, destaca André Henning, cofundador da rede brasileira Go Coffee, que está presente em todos os estados brasileiros.


Além do Café

  Além disso, há uma evolução no repertório do consumidor, que demonstra interesse crescente por aspectos como origem, torra e perfil de sabor, ainda que de forma acessível. Esse movimento acompanha a expansão do mercado de cafés especiais e o fortalecimento de redes que conseguem traduzir esse universo de forma simples. O modelo de franquias também contribui para a interiorização do setor, levando cafeterias com padrão definido a cidades fora dos grandes centros. Nesse contexto, a diferenciação das cafeterias está na construção de uma experiência completa. Elementos como design, atendimento e curadoria de cardápio passam a influenciar diretamente a fidelização. 


  “A qualidade do produto se torna pré-requisito, enquanto o ambiente e o serviço determinam a percepção final do cliente, que não separa mais o café do contexto em que ele é consumido”, ressalta Henning.

02/07/2026

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