Taxas menores de vale-refeição podem reduzir preços de cardápios populares
Na última semana, a Justiça anulou as liminares concedidas às empresas de benefícios - como VR, Ticket, Pluxee e Alelo - contra o decreto que regulamenta o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Para a Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp), era essencial uma regulação do setor, há anos refém de cobranças exorbitantes que prejudicaram empresários, trabalhadores e consumidores. Com as mudanças no PAT, existe a expectativa de que restaurantes, em especial os mais populares, reduzam ou represem repasses de preço no cardápio.
De acordo com o diretor-executivo da Fhoresp, Edson Pinto, com as novas normas em vigor e a derrota na Justiça das operadoras, as maiores beneficiadas, neste momento, são as empresas que produzem marmitas e as que trabalham com alimentação a quilo, prato-feito e demais refeições de larga escala para entrega ou consumo no local. “Sem as altas taxas das maquininhas dos vales, o empresário tem maior fluxo de caixa. Quem ganha com isso é o cliente final, que poderá pagar menos pela refeição e terá mais opções de escolha com a adesão de novos restaurantes às tiqueteiras. Empresário do setor que lia o contrato com atenção não assinava com essas operações. Havia um temor compreensível”.
Segundo Edson Pinto, a Fhoresp é a favor de intervenção mínima da esfera governamental nas relações econômicas, mas reforça que, em casos de desequilíbrio e de recursos públicos envolvidos, é preciso, sim, um estabelecimento de regras estatal.
