Sterna Café investe em tecnologia e prevê chegar a 130 lojas em 2026
A Sterna Café, rede brasileira de cafeterias premium, amplia seu investimento em tecnologia e apresenta o robô garçom. O robô realiza as entregas dos pedidos, interage por comando de voz e ainda divulga os produtos da loja em uma tela digital. Em entrevista exclusiva ao Giro News Food Service, a co-fundadora da Sterna Café, Fernanda Pizzorno, conta que a proposta combina automação e atendimento humano em um modelo híbrido, em que as duas frentes se complementam para diminuir as filas, otimizar o fluxo da loja e proporcionar uma experiência mais dinâmica e interativa. "Trouxemos essa tecnologia para os franqueados sem custo nenhum. Queremos otimizar processos e melhorar o fluxo nas lojas. Claro que a tecnologia não substitui um humano, mas o robô permite um ganho de tempo, além de auxiliar os clientes sobre grãos e cafés", explica Fernanda. O robô já está presente na unidade dos Jardins, em São Paulo.
Adaptação em um novo cenário
Além da tecnologia, a companhia investe em processos para manutenção de padrão em suas unidades. A marca investiu em uma fábrica própria, que fica na região de Hortolândia, no interior de São Paulo, e fornece os produtos de confeitaria. "Nós temos um padrão criterioso de seguir ficha técnica, qualidade e fornecedores. Os insumos e as matérias-primas dos nossos produtos vêm sempre dos mesmos fornecedores", conta Fernanda. Além disso, a marca agora direciona seu foco para a nova tendência de consumo voltada à saúde e ao bem-estar. A Sterna Café desenvolveu produtos focados em proteínas, como o Shake Protein. "A Sterna Café é uma rede de cafés especiais e o nosso produto principal é, naturalmente, o café — um item consumido independentemente do uso de medicamentos para emagrecer. Os demais itens do cardápio, como refeições, lanches e doces, sofrem um leve impacto, mas nada expressivo ou relevante no faturamento global. A prova disso é que continuamos expandindo tanto em receita quanto em número de lojas", comenta Sandra Kobayashi, gerente de expansão da Sterna Café.
Futuro do Setor
Para a Sterna Café, o maior desafio para o crescimento no setor de alimentação não vem do mercado ou da concorrência, mas sim da gestão de pessoas. "A verdade é que a contratação de mão de obra é o maior desafio. É um ponto delicado de tratar, mas que impede muitas empresas de crescerem na velocidade que deveriam", avalia Sandra. A gerente de expansão destaca que a possível transição para a jornada 5x2 exigirá um replanejamento do setor. "Independente do mérito da medida, todos terão que refazer as contas e reestruturar suas operações." Por outro lado, o ritmo de expansão do negócio segue aquecido e impulsionado pela própria base de franqueados. Em uma rede com menos de 50 investidores, 17 deles já operam mais de uma unidade ou planejam novas aberturas.
Crescimento Planejado
A Sterna Café adota uma postura dinâmica para definir seus locais de atuação, priorizando a oportunidade do ponto em vez de um padrão fixo. "O nosso modelo de expansão é muito flexível. Na verdade, eu não tenho uma meta de abrir uma loja de rua ou uma loja de shopping — eu abro onde tem a melhor oportunidade de ponto comercial, e a gente encaixa o nosso modelo nele", explica Sandra. Essa flexibilidade orienta o plano de crescimento da rede para os próximos anos. Presente com distribuição em metade do país, a marca opera com formatos adaptáveis que vão desde carrinhos de 2 m² até lojas de 200 m². Essa versatilidade permite ajustar o cardápio e a operação a praticamente qualquer ponto comercial disponível, garantindo a entrega do produto final onde houver demanda por café. A meta para 2026 é a abertura de 34 novas lojas, permitindo fechar o ano com um total de 130 unidades abertas. Já a projeção a longo prazo prevê alcançar a marca de 300 unidades.
