Produção de embalagens avança 2,4% no segundo trimestre
Dados do Estudo ABRE Macroeconômico da Embalagem e Cadeia de Consumo no Brasil, elaborado pela Associação Brasileira de Embalagem (ABRE) em parceria com o FGV IBRE (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), revelam que a indústria brasileira de embalagens iniciou uma recuperação no segundo trimestre de 2026, mas ainda enfrenta um cenário de crescimento limitado. No período, a produção de embalagens avançou 2,4% em relação ao trimestre anterior, com ajuste sazonal, enquanto a indústria de transformação recuou 0,1%. Segundo projeções do FGV IBRE, a produção de embalagens deverá crescer 0,2% em 2026, após retração de 0,3% em 2025. O intervalo estimado para o ano varia entre queda de 0,2% e alta de 0,6%. A melhora no trimestre foi disseminada entre os principais segmentos, com avanço de 2,1% na produção de papel e papelão ondulado, 2,2% em metal e vidro e 1,6% em plástico.
Geração de empregos e exportações
Em junho de 2026, o setor de embalagens contabilizou 286.534 trabalhadores formais, equivalentes a 3,47% do total da indústria de transformação, com crescimento de 3,2% no ano, acima da alta de 0,5% da indústria de transformação. No comércio exterior, as exportações brasileiras de embalagens somaram US$ 363,9 milhões de janeiro a julho de 2026, alta de 11,8% na comparação com o mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 363,3 milhões, crescimento de 2,2%. “Iniciamos um período de desaceleração do ritmo de crescimento da economia e do mercado, e consequentemente da produção e consumo, o que faz necessário às empresas reverem a sua estratégia e apoiarem processos de inovação de produtos voltados para o momento de vida do consumidor: poder de compra reprimido, maior preocupação com o autocuidado”, afirma Luciana Pellegrino, presidente executiva da ABRE.
