Bares e Restaurantes fora dos blocos projetam crescimento; os que estão no fluxo têm desafios
O Carnaval de rua de São Paulo contará, neste ano, com 627 blocos e 11 circuitos de megablocos, distribuídos por todas as regiões da cidade. De acordo com pesquisa realizada pela Abrasel-SP (Associação de Bares e Restaurantes de São Paulo), 60% dos estabelecimentos esperam faturar mais neste Carnaval em comparação ao mesmo período de 2025. Entre os empresários otimistas, 53% estimam aumento entre 5% e 20%. Para 30%, o faturamento deve permanecer estável, enquanto 8% preveem queda. Os percentuais mais positivos estão concentrados, sobretudo, em estabelecimentos localizados em regiões com baixa circulação de blocos e sem interdições viárias. O maior fluxo de desfiles inclui o Centro, que reunirá 157 blocos e Pinheiros com 92, seguidos pela Vila Madalena, Vila Mariana e Itaim, regiões que concentram grande número de bares e restaurantes.
Impacto Negativo: Desafios no Trajeto dos Blocos
Apesar do aumento do fluxo de consumidores, os bares e restaurantes localizados dentro do circuito dos blocos enfrentam um cenário mais restritivo. Nesses casos, a queda no faturamento pode chegar a 50%, na comparação com um fim de semana regular. Segundo a Abrasel, entre os principais obstáculos ao funcionamento estão: a dificuldade de mobilidade, com bloqueios que afastam o público habitual; concorrência desleal de ambulantes, sem fiscalização adequada e a saída temporária de paulistanos, que viajam para o litoral ou para o interior ao longo do feriado.
Com as ruas das regiões interditadas das 10h às 18h, com possibilidade de extensão até 20h, esse cenário impacta diretamente o fluxo de clientes e o faturamento dos bares e restaurantes localizados nesses trajetos. Por esse motivo, muitos estabelecimentos, especialmente nas zonas Oeste e Sul, optam por fechar as portas durante o período, diante da inviabilidade operacional.
“O setor de bares e restaurantes faz parte da experiência turística do Carnaval, mas nem todos conseguem se beneficiar do evento. Interdições, mobilidade limitada e a concorrência da venda de bebidas nas ruas afetam diretamente o funcionamento e o faturamento dos estabelecimentos. A Abrasel-SP defende um planejamento que considere a dinâmica dos estabelecimentos e permita que o Carnaval gere resultados mais justos ”, explica Luiz Hirata, presidente da Abrasel SP.
