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Novo consumo desafia food service a reinventar cardápios

  Impulsionado principalmente pelos tratamentos com a GLP-1, o mundo vive em uma nova era de alimentação. O apetite está mudando, bem como a escolha do que se come e o quanto se consome. São medicamentos que reduzem frequentemente a fome e o apetite, desaceleram o processo digestivo e impulsionam a perda de peso. Assim, caem o número de refeições ao longo do dia e a quantidade das porções. Esse cenário possibilita o déficit nutricional, segundo especialistas, cada vez mais focados na necessidade da preservação da massa muscular magra e da ingestão adequada de proteínas durante o tratamento. O setor de Foodservice está atento a esse movimento e a questão já não é apenas se os consumidores vão comer menos, é preciso saber como criar mais valor quando cada ocasião de consumo se torna cada vez mais intencional.

 

  "Estamos vendo operadores em toda a América Latina reavaliando o que gera valor no cardápio. A oportunidade não está necessariamente em reduzir porções ou oferecer mais proteína, mas em entregar uma melhor experiência envolvendo sabor e nutrição em cada ocasião. Os consumidores estão se tornando mais seletivos, e isso abre espaço para uma nova geração de inovação em cardápios," afirma Fernando Munhoz, líder de Foodservice da Kerry para a América Latina. 


Novo Consumidor

  Muitos consumidores sentem redução do apetite e, com isso, as escolhas alimentares podem se tornar mais criteriosas. Um snack precisa parecer valer a pena, uma bebida precisa entregar mais do que refrescância, uma refeição precisa combinar sabor, saciedade e um senso mais claro de benefício. Para o Foodservice, essa mudança cria novas oportunidades de inovação e mudanças no cardápio. Uma pergunta simples pode ajudar a cadeia de alimentação fora do lar a identificar oportunidades imediatas: se seus consumidores passassem a consumir 20% menos amanhã, quais itens do seu menu continuariam sendo percebidos como uma escolha de alto valor? É o momento de elaborar formatos menores que entregam mais valor, combinando nutrição, sabor e execução viável. Isso inclui itens com foco em proteína, bebidas funcionais, snacks chamados de better-for-you e refeições com maior densidade nutricional.Nenhum produto será lembrado se não for saboroso. Mais proteína pode afetar textura, mouthfeel, liberação de sabor e a experiência geral de consumo. A redução de açúcar ou sódio também pode alterar a experiência se a formulação não for cuidadosamente desenvolvida. 


  “Para a Kerry, esse é um espaço natural de apoio aos operadores, pois a empresa reúne expertise em sabor, nutrição, biotecnologia e aplicação culinária para ajudar marcas de foodservice a criar ofertas que entreguem melhor nutrição, forte apelo sensorial e execução consistente. Sem deixar de lado a simplicidade da operação e a escalabilidade comercial”, destaca Munhoz.  

23/07/2026

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