Mais de 35% dos restaurantes paulistanos cadastrados no iFood já são dark kitchens
As dark kitchens vêm ganhando força no Brasil e se consolidam como um dos principais novos modelos de restaurante, impulsionadas pela expansão do delivery e pela busca por operações mais enxutas no food service. Voltadas exclusivamente para pedidos online, essas cozinhas operam sem salão e concentram seus esforços em eficiência produtiva e integração com plataformas digitais. Um levantamento da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que o modelo já representa uma fatia relevante do mercado. Em cidades como São Paulo, Campinas e Limeira, 27,1% dos restaurantes cadastrados no iFood operam como dark kitchens. Na capital paulista, esse percentual chega a 35,4%, indicando a consolidação do formato nos grandes centros.
Delivery Acelera Eficiência no Setor
O avanço acompanha o crescimento do delivery no país. Dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), com base em levantamento da Linx, apontam que os pedidos por entrega responderam por cerca de 15% do faturamento do setor em novembro de 2025, com alta de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com menor custo inicial e redução de despesas fixas, já que dispensa salão e atendimento presencial, o modelo se destaca pela eficiência operacional. Nesse formato, a operação passa a ser guiada por logística, controle de produção e presença digital, reforçando o papel da tecnologia na gestão dos negócios. O crescimento das entregas e a expansão das dark kitchens ganham espaço na reorganização do setor de alimentação e indicam um cenário em que conveniência, eficiência operacional e escala digital se tornam fatores centrais de competitividade.
