Pressão no orçamento leva 52% dos brasileiros a mudar pedidos de fast-food
A preocupação com o orçamento já altera a frequência, a escolha dos produtos e o valor dos pedidos de fast-food no Brasil. Pesquisa do SKIM Group mostra que 52% dos consumidores brasileiros entrevistados precisaram mudar seus pedidos nos últimos 12 meses por razões financeiras, seja comprando menos, escolhendo itens mais baratos ou deixando de fazer determinados pedidos. O comportamento cauteloso ocorre apesar da confiança no futuro: 79,3% dos participantes mantêm perspectiva positiva sobre a situação financeira de longo prazo. O otimismo futuro, portanto, não impede ajustes imediatos nas despesas do dia a dia. Na comparação com o ano anterior, 55,3% dos entrevistados afirmam estar comendo fora menos vezes. Além disso, 28% passaram a comparar mais os preços entre restaurantes e 26,7% estão trocando estabelecimentos habituais por opções com melhor custo-benefício.
Mudanças de Comportamento
A redução da frequência é a principal mudança: entre os que adaptaram pedidos por razões financeiras, 46,2% passaram a comprar fast-food menos vezes. Além disso, 38,5% começaram a procurar produtos em promoção e 35,9% optaram por itens mais baratos. A diminuição do tíquete também aparece nos dados: 21,8% substituíram combos por opções menores e 19,2% passaram a usar mais cupons de desconto. A mesma proporção (19,2%) deixou de frequentar esses restaurantes, trocou a marca favorita por uma alternativa mais barata ou parou de pedir sobremesas.
"O consumidor não deixou necessariamente de gostar de fast-food, mas está fazendo escolhas mais criteriosas. O primeiro movimento é reduzir a frequência e, depois, buscar promoções ou itens mais baratos. O desafio das marcas é preservar essas ocasiões antes que vire uma mudança permanente", afirma Maura Coracini, managing director do SKIM Group.
