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Imagem destaque: Fim da escala 6×1 pressiona custos de bares e restaurantes
Imagem ilustrativa (Créditos: RDNE Stock Project/Divulgação)

Fim da escala 6x1 pressiona custos de bares e restaurantes

  A partir de 15 de dezembro, bares e restaurantes terão de refazer a escala de quase todos os seus empregados formais devido à Emenda Constitucional 141, que proíbe a escala 6x1, garante duas folgas semanais remuneradas e reduz a jornada máxima de 44 para 42 horas — caindo para 40 horas doze meses depois, sem redução salarial. Segundo pesquisa da Abrasel, 94,3% dos estabelecimentos com empregados CLT operam na escala 6x1, e dados da RAIS 2025 indicam que 1,47 milhão de trabalhadores do setor terão a jornada cortada já em dezembro. O corte inicial de duas horas semanais retira 2,9 milhões de horas de trabalho por semana, exigindo a contratação do equivalente a 70 mil empregados para repor o tempo, enquanto o gasto com pessoal pode subir até 20% para as empresas que funcionam seis dias por semana.


Pressão nas Equipes

  Com o salário mantido e uma folga a mais, o custo da hora trabalhada sobe 4,8% em dezembro e 10% ao fim da transição, impactando diretamente a montagem das equipes em dias de maior movimento, como os fins de semana. A mudança atinge um setor fragilizado, no qual apenas 40% dos estabelecimentos tiveram lucro em agosto, 37% possuíam contas em atraso em setembro e 81% faturaram até R$ 4,8 milhões em 2025. "Essa mão de obra não existe. No fim do ano passado, 88% dos empresários do setor já tinham dificuldade para contratar. Agora vamos precisar de mais gente para fazer o mesmo trabalho. Vai ser um rouba-monte", afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

28/10/2026

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