73% dos bares e restaurantes projetam aumento no faturamento durante o Carnaval
Com a chegada do Carnaval 2026, 73% dos bares e restaurantes têm uma expectativa positiva de aumentar o faturamento em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são de uma pesquisa da Abrasel, onde 25% dos entrevistados estimam aumento de até 5%, enquanto 24% projetam alta de até 10%. Esse otimismo tem relação com os dados da economia e do turismo. Um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que o Carnaval deste ano deve movimentar R$ 14,48 bilhões em receitas no Brasil, valor 3,8% superior ao registrado em 2025 e o maior desde o início da série histórica, iniciada em 2013.
Os bares e restaurantes aparecem como os principais responsáveis pela geração de receitas no período. Outro fator que contribui para o cenário favorável é o aumento do fluxo de visitantes estrangeiros. O Brasil deve receber cerca de 1,42 milhão de turistas durante o Carnaval, número 4% maior do que o observado no ano passado. "O turista costuma permanecer mais tempo nas cidades, consumir com maior frequência e circular por diferentes tipos de estabelecimentos em busca de experiências ligadas à nossa cultura. Isso faz com que o efeito do Carnaval se espalhe por mais dias e alcance um número maior de negócios", afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.
Cenário financeiro também apoia as projeções
O levantamento da Abrasel aponta um ambiente financeiro mais favorável no encerramento de 2025. Em dezembro, 47% dos empresários relataram lucro, enquanto 36% registraram equilíbrio. O número de empresas no azul é o mais elevado dos últimos dois anos, apenas um ponto percentual abaixo do registrado em janeiro de 2024. "Encerramos o último ano com um cenário bastante positivo, o que cria uma base mais sólida para 2026. O verão e o Carnaval são apenas o ponto de partida. Ao longo dos próximos meses, o setor ainda deve se beneficiar de datas importantes, como o Dia das Mães e a Semana dos Namorados, além da Copa do Mundo, dos feriados e de um fluxo de turistas que tende a seguir em alta no país", conclui o presidente-executivo.
