Digitalização eleva patamar dos supermercados na Black Friday
Novos Players na Disputa
Historicamente, a Black
Friday tem o e-commerce como seu principal canal de vendas. Apesar de ganhar destaque
também nas lojas físicas, agora, a omnicanalidade surge como um fator chave
para as pesquisas de preços e compras. E é justamente nessa frente que os
supermercadistas têm investido nos últimos anos. Com isso, o setor ganha uma
posição de relevância entre os players digitais na data promocional. "A gente
percebe que durante e depois da pandemia muita gente foi para o e-commerce, e
esse virou um novo hábito de consumo. Mais da metade da população brasileira
hoje já tem o hábito de comprar no e-commerce e na loja física. O varejo
alimentar se destaca e deve fazer eventos e investimentos no e-commerce, porque
muitos consumidores só compram online", destaca Robson Munhoz, Chief Customer
Success Officer da Neogrid, com exclusividade ao Jornal Giro News.
Alimentos Avançam no
E-commerce
O crescimento das compras
online de alimentos e bebidas é visto como uma oportunidade também na Black
Friday. Segundo Rafa Forte, cofundador e presidente da VTEX Brasil, os
varejistas estão otimizando seu e-commerce para oferecer melhores experiências
aos clientes e, com isso, aumentando a taxa de conversão. "O setor de alimentos
e bebidas está entre os setores que mais se destacam em número de pedidos no
e-commerce brasileiro, atrás apenas de produtos de moda e beleza, como mostra
pesquisa da Neotrust", destaca o empresário.
Para a head da Cornershop
by Uber, Cristina Alvarenga, a Black Friday já ultrapassou as fronteiras entre
os canais de vendas do comércio. "A tendência de dar protagonismo às ofertas de
supermercados em canais digitais já é mais uma evolução desse movimento. Assim
como as lojas de eletrônicos e outros bens de consumo, as redes estão
investindo em promoções realmente atrativas para chamar atenção e conquistar os
consumidores."
Tendências e Desafios na Black
Friday
A expectativa é que, nos
próximos anos, os supermercadistas continuem a evoluir sua operação digital,
inclusive para as demandas da Black Friday. "O online veio justamente para
economizar tempo. Em vez de ir ao supermercado, vou no meu aplicativo, compro o
que quero e alguém entrega de forma muito rápida. Grandes varejistas do mundo
digital já perceberam isto e estão intensificando cada vez mais. Então há uma
curva de tendência de aumentar o número de consumidores que compram online",
explica Robson, da Neogrid. As próximas edições da Black Friday devem ser
favorecidas, ainda, por ferramentas que unificam experiências, produtos e
pedidos em diferentes canais, conforme aponta o presidente da VTEX. "Uma
tendência clara é a adoção de diferentes modelos de venda para engajar os
consumidores e favorecer sua interação e experiência. Isso inclui compras ao
vivo, como o live commerce, o conversational commerce, ou vendas pelas redes
sociais", conclui Rafa Forte.
Reportagem: Bruna Soares
