Supermercados usam robôs para encantar clientes
O Novo Funcionário do Varejo
Em uma semana, dois
supermercadistas do estado de São Paulo anunciaram a implementação de robôs em
suas lojas físicas. No Dalben, o "Tokinomo" interage por meio de mensagens de
voz personalizadas, som e iluminação, convidando o cliente a conhecer os
produtos expostos. Já no Hirota, o "Shyko" até guia o cliente pelo caminho a
ser feito para o setor desejado, além de cadastrá-lo no programa de fidelidade.
Segundo Hélio Freddi Filho, Diretor de Expansão e Comunicação do Hirota, a
tecnologia possibilita otimizar a operação interna. "Ele também terá a função
de acompanhar ruptura. Além disso, se um executivo da empresa quer fazer uma
visita virtual à loja, o Shyko faz", destacou o executivo, em recente
entrevista exclusiva à TV Giro News.
Novas Experiências nas Compras
Pertencente à Creative
Display, o robô presente no Dalben foi integrado à uma ativação focada em produtos
para festas juninas, em parceria com a General Mills, dona de marcas como Yoki.
"A ideia é aumentar a conversão e engajar o cliente, chamar a atenção para o
produto e melhorar a experiência no ponto de venda", afirmou Fernanda Dalben,
diretora de marketing da rede, em vídeo publicado no LinkedIn. Já no Hirota, a
nova solução de trade marketing, criada pela startup Human Robotics, está em
fase de receber conteúdo, através de um piloto na loja matriz, e deve ser
ampliada para todo o parque de 17 supermercados da rede. "Eu acredito que, até
2023, todas as lojas terão o funcionário Shyko trabalhando", antecipou Hélio. A
proposta é que o conceito "instagramável" aumente o fluxo, atraindo clientes
que desejam "conhecer" e tirar fotos com o robô.
Robôs em Setores Diversos
No final de 2021, a rede
Enxuto também ganhou um reforço na sua logística, com o desenvolvimento de um
robô que trafega sozinho para entregas de compras feitas online em condomínios.
Os investimentos dos supermercadistas em robôs dão continuidade a um movimento
de diferentes setores aderindo à tecnologia para automatizar processos. No
último mês, o marketplace Amazon, por exemplo, instalou o "Proteus"
em centros de distribuição nos Estados Unidos. Trata-se de um robô que pode
navegar com segurança em torno de funcionários humanos, pegando e movendo
itens. No Brasil, a robotização já é realidade até no food service. O setor
ganhou um fast food em que uma máquina prepara lanches em três minutos,
equipada com mais de 1.400 sensores. Trata-se da Bionicook, que planeja chegar
a 300 unidades em quatro anos. Para Hélio, do Hirota, a interação entre homem e
máquina contribui para o crescimento das empresas e das pessoas.
Texto: Bruna Soares
