Vendas da indústria de alimentos para o food service continuam a crescer acima do varejo
As vendas da indústria de alimentos para o setor de food service continuam a apresentar evolução, com crescimento superior à média do varejo alimentício, mas o cenário econômico é desafiador. Segundo projeção do Departamento de Economia da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), as vendas para o setor serão de R$ 287,1 bilhões em 2025, um aumento nominal de 10% sobre os R$ 260,9 bilhões no ano passado. A participação projetada do food service na produção da indústria de alimentos é de 28,3% em 2025, pouco acima à registrada no ano passado, que foi de 28% e 27,6% em 2023. O índice estimado de incremento de 10% nas vendas nominais da indústria para o food service em 2025 é similar ao do ano passado, que marcou 10,4%. Para 2026, a previsão é de um crescimento de 8% a 9%. Já as vendas reais, descontando o índice de inflação IPCA do período, são projetadas em 2,5% em 2025 e de 2,5% a 3% em 2026.
“Ainda que em ritmo moderado, é importante que as vendas do food service continuem a crescer, mas é preciso que as indústrias e operadores criem estratégias para que o mercado evolua. Devemos aprender a conhecer cada vez melhor os consumidores que frequentam nossos estabelecimentos para que possamos criar ferramentas, alavancas e processos que façam o mercado prosperar”, afirmou Joicelena Fernandes, coordenadora do Comitê de Food Service ABIA e diretora de Food Service na Seara Alimentos.
Desenvolvimento e Desafios do Food Service
Há vários fatores positivos na economia que poderiam estimular o desenvolvimento do mercado no Brasil, entre eles a queda na taxa de desemprego e o crescimento do índice de confiança dos consumidores. Entretanto, a inflação dos alimentos fora do lar, que descolou do IPCA e alcançou no acumulado 8,24%, provoca um impacto negativo no consumo. Ainda há outros fatores de pressão para o food service, como a taxa de câmbio mais elevada, pressionando custos, e os juros em patamares ainda altos. Além disso, a disponibilidade e o custo de mão de obra. Porém, há um crescimento no turismo doméstico, na integração com o delivery, atendimento e gestão. Em resumo, o crescimento em 2026 não será de expansão ampla, mas de ganho competitivo. O diferencial estará na capacidade de crescer com rentabilidade em um mercado competitivo, digitalizado e pressionado por custos.
