Lojas digitais: La Guapa aposta em novo modelo de operação
O novo modelo de operação da La Guapa, rede de fast casual especializada em empanadas argentinas, vem apresentando resultados positivos ao apostar em uma inovação ousada: uma operação sem atendentes na frente de caixa. Implementado há cerca de dois meses na praça de alimentação do Shopping Morumbi, na capital paulista, e também no Shopping Tamboré, em Barueri, o formato já começa a mostrar boa aderência. Em entrevista exclusiva ao Giro News Food Service, Benny Goldenberg, fundador e CEO da La Guapa, explica que o modelo foi desenvolvido a partir de uma tendência observada de fora, dos desafios relacionados à mão de obra, além dos resultados da digitalização da empresa, no qual cerca de 50% das vendas vêm dos canais digitais. “A experiência do La Guapa está no contexto e na maneira que se recebe o produto. A gente não está fazendo uma revolução na companhia e mudando absolutamente tudo. Acho que são modelos diferentes, criados para situações diferentes, para desafios de mercados diferentes e para praças diferentes. Então, olhando essa tendência, a gente entendeu que esse era um formato a ser trabalhado junto com os outros”.
A Operação na Prática
A rede conta com dois pontos de contato com o consumidor. O primeiro é o totem disponível na unidade para registrar o pedido — com um concierge que auxilia o cliente nesta jornada. Já o segundo é o aplicativo próprio. “O pedido entra para a produção dentro da cozinha, que é muito semelhante às das outras lojas. Ela é um pouco mais ampla no sentido de movimentação, reunindo os setores de pré-preparo, assamento das empanadas, finalização e entrega. O que nos permite ter uma quantidade menor de pessoas trabalhando. A pessoa recebe ali mesmo: há uma tela acima que mostra o nome, o número do pedido e o box de retirada”, explica Benny. Segundo o CEO da La Guapa, a única mudança que existe nesse modelo de operação está nas saladas, que são entregues ao consumidor no mesmo recipiente usado no delivery.
Calor Humano
Mesmo com uma operação que à primeira vista parece ser totalmente automatizada, o executivo do La Guapa afirma que as pessoas são insubstituíveis quando se fala em alimentação. “Na alimentação não existe negócio sem pessoas. Na minha opinião, elas são muito mais importantes na manufatura e na finalização do produto, do que efetivamente num atendimento no caixa. O toque humano — o calor, o carinho e o amor na hora de preparar — é essencial para a hospitalidade e gastronomia. Seja empanada, salada ou qualquer outro preparo, isso não vai deixar de existir. Na minha visão, isso nunca será substituído”, ressalta. A rede possui uma fábrica própria de empanadas com 2.500 m², onde todas são fechadas à mão. Atualmente, a capacidade de produção é de aproximadamente 600 mil empanadas por mês — cerca de 25 mil por dia — para abastecer as unidades da La Guapa.
Planos e Projetos
Com mais de 35 lojas próprias em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Distrito Federal, a rede prevê a abertura de 27 novos pontos de venda até o final de 2026. Sete já foram inaugurados e outros 20 serão implementados até o final do segundo semestre — entre lojas próprias e franquias, distribuídos pelo Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país. “Obviamente, também tem toda essa movimentação digitalização da companhia que eu acho que vem com muita força. Esses dois novos modelos, eles vêm para compor o portfólio da La Guapa, entregando sempre a mesma experiência, que para mim é o mais importante. Com isso, prevemos um crescimento de faturamento de 40% a 45% versus 2025”, finaliza Benny Goldenberg.
