Jogo do Brasil em dia útil muda padrão de consumo, aponta Cielo
O jogo entre Brasil e Escócia pela Copa do Mundo, realizado na última quarta-feira, alterou a dinâmica de consumo do varejo brasileiro. Segundo dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), os dados indicam uma mudança no padrão de consumo durante a partida: o jogo em dia útil e em horário de fim de tarde parece ter favorecido uma dinâmica fora de casa, especialmente em bares físicos. O microssetor de bares, discotecas e casas noturnas cresceu 34,1% no período, com alta de 34,1% no físico e de 37,2% no e-commerce. A movimentação também aparece na análise por horário. Durante o período do jogo, o volume de vendas do varejo total chegou a 0,26%, evidenciando forte desaceleração do consumo enquanto a bola rolava. Já nos bares, houve picos de participação nas vendas às 18h, com 7,62%, e às 21h, com 11,89%, indicando concentração do consumo antes e depois da partida.
"O jogo no meio da semana e em horário de fim de tarde cria uma dinâmica diferente da observada em partidas aos fins de semana. Os dados mostram que o consumo geral desacelerou durante o jogo, mas algumas categorias ligadas à experiência da partida ganharam força, especialmente bares, supermercados e alimentação especializada", afirma Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo.
Consumo Pré-Jogo
Além dos bares, outras categorias diretamente associadas à preparação para assistir ao jogo também avançaram. O Varejo Alimentício Especializado, com forte presença de açougues, cresceu 9,1%, enquanto Supermercados e Hipermercados tiveram alta de 7,3%. O desempenho sugere que parte dos consumidores antecipou compras para acompanhar a partida, enquanto outra parcela concentrou gastos em bares e estabelecimentos de alimentação no pré e no pós-jogo. Na direção oposta, setores menos relacionados ao consumo de ocasião tiveram queda. Recreação e Lazer registrou retração de 32,7%, o pior desempenho entre os segmentos analisados. Turismo e Transporte caiu 5,0%. Alimentação — Bares e Restaurantes ficaram praticamente estável, com leve queda de 0,4%, mas o recorte específico de bares mostrou forte crescimento. No entanto, o varejo total registrou queda de 5,6% na comparação com a mesma quarta-feira de 2025. A retração foi mais intensa nas lojas físicas, que recuaram 6,8%, enquanto o e-commerce caiu 2,0%.
