Fim da escala 6x1 pode redefinir a gestão de bares e restaurantes
O debate sobre o fim da escala 6x1 voltou ao centro das discussões trabalhistas no Brasil e acendeu um alerta para um dos setores mais dependentes de mão de obra presencial: o food service. Caso haja mudanças na legislação, bares e restaurantes deverão rever jornadas, organizar equipes e buscar maior eficiência operacional para equilibrar custos e manter a qualidade do atendimento. Para Marcelo Marani, professor, empresário do food service, fundador e CEO da Donos de Restaurantes, a discussão representa uma oportunidade para acelerar uma transformação que muitos estabelecimentos já deveriam ter iniciado.
"O debate sobre o fim da escala 6x1 não deve ser visto apenas como um aumento de custos. Ele mostra que restaurantes precisam operar de forma mais profissional. Quem tiver processos bem definidos e equipes preparadas conseguirá se adaptar com mais facilidade", comenta o empresário.
Gestão Tecnológica
O debate também evidencia outro desafio histórico dos bares e restaurantes: a dificuldade para manter equipes estáveis. Dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostram que a rotatividade de profissionais continua elevada no setor, fator que aumenta custos com contratação, treinamento e perda de produtividade. Mas, independentemente do formato que venha a ser aprovado pelo Congresso, a discussão acelera um movimento já observado nos restaurantes mais estruturados, a adoção de tecnologia para automatizar tarefas administrativas, melhorar o controle da operação e aumentar a produtividade das equipes.
