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Imagem destaque: Fim da escala 6×1 não altera planos de contratação para o fim do ano
Imagem ilustrativa (Créditos: Craig Adderley/Pexels)

Fim da escala 6x1 não altera planos de contratação para o fim do ano

  A semana em que o Congresso aprovou e promulgou o fim da escala 6x1 não mudou os planos de contratação dos bares e restaurantes para o fim de 2026. Pesquisa da Abrasel feita entre 13 e 20 de outubro mostra que 31% dos estabelecimentos pretendem ampliar o quadro de funcionários até o fim do ano. Outros 62% planejam manter o número atual e 7% consideram reduzir a equipe. O levantamento coincidiu com a aprovação da proposta pelo Senado, no dia 14, e com a promulgação da Emenda Constitucional nº 141, dois dias depois. O texto dá 60 dias para a adoção da escala 5x2, com duas folgas semanais e sem redução salarial. A regra passa a valer em meados de dezembro, no auge da temporada de festas e férias. Entre os que pretendem contratar, 73% citam o aumento da demanda como motivo. O fim da escala 6x1, por sua vez, não aparece entre as razões para abrir vagas, em um cenário em que as mudanças e suas consequências para empresas e pessoas ainda não são de conhecimento geral.


Desafios de Mão de Obra

  A escala 5x2 tende a ampliar a necessidade de pessoal num mercado que já sofre com pouca oferta. Para 88% dos empresários, contratar é difícil ou muito difícil. A falta de interessados nas vagas é o principal problema para 42% dos entrevistados. Outros 27% apontam a dificuldade de encontrar profissionais qualificados. Nas funções especializadas, o quadro se agrava. Sushimans e churrasqueiros são difíceis de contratar para 88% dos empresários. O índice chega a 87% para cozinheiros-chefes, 86% para cozinheiros e 82% para gerentes. Para atrair trabalhadores, 51% dos estabelecimentos planejam oferecer premiações por desempenho. Outros 24% pretendem oferecer benefícios como plano de saúde, bolsas de estudo e vales. A mesma parcela considera flexibilizar os horários de trabalho.


Expectativas e Faturamento

  A maioria dos empresários espera faturar mais no fim de 2026 do que no mesmo período de 2025. São 79% os que projetam crescimento. Desses, 46% esperam alta de até 10%, 25% estimam entre 10% e 30% e 8% preveem mais de 30%. Outros 11% não esperam aumento e 8% projetam queda. Os 2% restantes não existiam no ano passado. Os resultados de setembro mostram que as contas continuam apertadas. A parcela de empresas que operaram no prejuízo subiu de 19% em agosto para 25%. As que tiveram lucro caíram de 40% para 36%, e 39% fecharam o mês em equilíbrio. Na comparação com agosto, 44% faturaram menos, 28% mantiveram o resultado e 28% faturaram mais. Repassar custos segue difícil. Mais da metade dos empresários (56%) reajustou o cardápio em percentual igual ou inferior à inflação, e 37% não conseguiram aumentar os preços. Outros 37% têm pagamentos em atraso, principalmente impostos federais e estaduais.

26/10/2026

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