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Imagem: O varejo precisa de gente que possa discordar da IA

Imagine uma campanha em que a IA recomenda ampliar o desconto. A projeção mostra mais vendas. O gerente percebe que o estoque do sistema está desatualizado e que o custo logístico da ação ficou fora da conta. Ele tem autonomia para interromper a ação ou precisará cumprir a recomendação e responder pelo prejuízo se ela der errado? Eu levaria essa pergunta à próxima reunião de diretoria.

13/10/26

Imagem: Se a decisão acontece na loja, por que a mídia ainda termina antes dela?

Durante décadas, o varejo físico foi tratado como o fim da jornada de compra. A publicidade acontecia antes disso, na TV, nos jornais, nos outdoors e, mais recentemente, nos canais digitais, enquanto à loja cabia apenas converter uma decisão que parecia já estar tomada. Essa lógica vigorou por tanto tempo que se tornou uma verdade incontestável. Até deixar de ser. Hoje, uma das transformações mais relevantes da publicidade acontece justamente dentro das lojas. O varejo deixou de ser apenas ponto de venda e passou a ser também ponto de mídia, com as telas digitais como a face mais visível dessa mudança.

09/10/26

Imagem: A nova lei dos marketplaces e o futuro da venda das farmácias no Brasil

A recente decisão da Anvisa de adequar as regras para o uso de marketplaces e plataformas digitais na intermediação de produtos farmacêuticos marca uma nova fase para o setor da saúde no Brasil. Regulamentada pela Lei nº 15.357, de março de 2026, essa mudança vai além da flexibilização regulatória, é uma resposta à mudança no comportamento do consumidor, cada vez mais acostumado a resolver a vida em poucos cliques pelo celular.

24/09/26

Imagem: Quando o varejo corta o mix, escolha por marcas relevantes fica ainda mais estratégica

O segundo semestre de 2026 deve consolidar um movimento que já ganha força no varejo brasileiro: a revisão dos sortimentos. Pressionadas pela necessidade de aumentar a produtividade das lojas, proteger margens e simplificar a jornada de compra, redes de diferentes portes estão reduzindo SKUs (mix de produtos), reavaliando fornecedores e concentrando espaço em marcas capazes de entregar maior retorno por metro linear de gôndola. Em um cenário com menos margem para erro, decidir quem permanece na prateleira virou escolha estratégica.

16/09/26

Imagem: Onde a vida acontece

Há alguns anos, previa-se o fim dos shopping centers. O comércio eletrônico cresceria, diziam, e esvaziaria os corredores. Aconteceu o oposto. Em 2025, o setor brasileiro faturou R$ 201 bilhões pela primeira vez e recebeu mais de 471 milhões de visitas por mês, com o maior tempo médio de permanência já registrado pela Abrasce. Esses números não contam uma história de resistência. Contam uma história de reinvenção.

10/09/26

Imagem: O supermercado e a nova lógica de consumo

Durante muito tempo, pensar em supermercado significava associá-lo ao abastecimento alimentar. Hoje, essa relação já não dá conta da dimensão que o varejo alimentar alcançou. No Brasil, o setor movimentou mais de R$ 1,145 trilhão em 2025, segundo o Ranking ABRAS 2026, o equivalente a 9,02% do PIB nacional. No Rio Grande do Sul, foram R$ 75,6 bilhões em faturamento, de acordo com o Ranking AGAS 2026. Os números ajudam a explicar o motivo desse canal ocupar um espaço tão relevante também na disputa por categorias que tradicionalmente estavam fora de suas prateleiras.

03/09/26

Imagem: Ruptura promocional: o custo invisível que afeta vendas e reputação

No varejo, poucas situações são tão frustrantes para o consumidor quanto encontrar uma promoção anunciada e não conseguir aproveitar a oferta. Seja pela ausência do produto na gôndola, pelo atraso na reposição ou pela falta de alinhamento entre as áreas envolvidas, a ruptura promocional transforma uma oportunidade de venda em uma experiência negativa. Mais do que uma perda imediata de receita, esse tipo de falha gera impactos que muitas vezes não aparecem nos indicadores tradicionais: queda na confiança do consumidor, desgaste da marca e desperdício dos investimentos realizados em campanhas, mídia e comunicação.

01/09/26

Imagem: As gôndolas dos supermercados contam a história da economia

As rosas não falam, simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti...”. A música de Cartola lembra que, mesmo sem palavras, há coisas que dizem muito. No supermercado acontece algo parecido. As gôndolas não falam, mas contam histórias. E, quando observadas com atenção, podem revelar muito sobre o momento vivido pela economia e pelo consumidor brasileiro.

26/08/26

Imagem: Reforma Tributária e o futuro do sorvete: A transição que vai redefinir margens, precificação e B2B no setor

À primeira vista, o debate sobre a Reforma Tributária pode soar como uma discussão distante, restrita aos escritórios de contabilidade e às bancadas do Congresso Nacional. No entanto, para a indústria de alimentos e bebidas — e, em especial, para o ecossistema de gelados comestíveis —, a virada do sistema tributário brasileiro representa a maior transformação operacional e comercial dos últimos trinta anos.

25/08/26

Imagem: Desconto vende, estratégia de preço gera resultado

Durante muitos anos preço e desconto ocuparam um papel essencialmente comercial. A lógica era simples, reduzir o valor para acelerar vendas, ampliar tráfego e responder aos movimentos da concorrência. Esse modelo foi suficiente enquanto o varejo operava com menos canais, menos dados e jornadas de compra mais previsíveis. À medida que o varejo se tornou mais digital, conectado e orientado por dados, tratar preço apenas como ferramenta de venda passou a ser uma visão limitada.

24/08/26

Imagem: Live Shopping e Social Commerce sem atrito: preparando o conteúdo que vende na alta temporada

Comprar e vender pela internet deixou de ser diferencial e se tornou o esperado por qualquer consumidor. Esse comportamento se intensificou principalmente depois da pandemia, quando adquirir de roupas a móveis sem sair de casa passou a fazer parte da rotina. O que era exceção se transformou em hábito para todo o país, e o hábito, por sua vez, elevou o nível de exigência de quem compra.

18/08/26

Imagem: O efeito TikTok Shop expõe o novo desafio do varejo físico

O lançamento do TikTok Shop no Brasil acelerou uma transformação que o varejo já vinha enfrentando, mas que agora se tornou impossível de ignorar. Não estamos diante de um novo canal de vendas, e sim de uma mudança na velocidade com que o consumo acontece. Durante muitos anos, as empresas aprenderam a construir demanda de forma linear. Campanhas eram planejadas com antecedência, lançamentos seguiam calendários bem definidos e a operação tinha tempo para se preparar. Hoje, essa lógica deixou de existir.

17/08/26

Imagem: O futuro do varejo não é vender mais, é simplificar a vida das pessoas

O varejo brasileiro vive uma transformação não só no crescimento das vendas. Em 2025, o franchising nacional alcançou o maior faturamento de sua história, movimentando R$ 301,7 bilhões, com alta nominal de 10,5% em relação ao ano anterior. Entre os segmentos de maior destaque está o de Alimentação – Comercialização e Distribuição, que faturou R$ 28 bilhões, avanço de 12,9%, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF).

14/08/26

Imagem: Canal farma: a próxima fronteira da Retail Media no Brasil

A Retail Media brasileira entrou em uma nova fase. Se, durante anos, seu desenvolvimento esteve concentrado em supermercados, marketplaces e grandes varejistas de bens de consumo, a próxima onda de crescimento será impulsionada por fatores que vão além da escala: qualidade dos dados, recorrência da jornada, capacidade de segmentação e mensuração de resultados.

11/08/26

Imagem: O risco invisível da IA no marketing: a uniformização das marcas

A inteligência artificial deixou de ser promessa e se tornou rotina no marketing e na produção criativa. Ela acelera processos, reduz custos e permite produzir campanhas, textos e peças visuais em uma velocidade que, há poucos anos, seria impensável. O que exigia horas, às vezes dias, de trabalho agora pode ser resolvido em minutos.

07/08/26

Imagem: Fim do CD único? Entenda como o varejo está distribuindo estoques pelo Brasil

O centro de distribuição único, que por muitos anos foi a base da operação logística de grande parte do varejo, deixou de ser a única resposta para um mercado cada vez mais digital, regionalizado e orientado por prazos de entrega. Com o avanço do e-commerce e da omnicanalidade, as empresas passaram a repensar a forma como posicionam seus estoques, substituindo modelos concentrados por redes mais flexíveis, formadas por centros de distribuição regionais, hubs logísticos e lojas físicas utilizadas como pontos de expedição.

06/08/26