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Quando o varejo corta o mix, escolha por marcas relevantes fica ainda mais estratégica

  O segundo semestre de 2026 deve consolidar um movimento que já ganha força no varejo brasileiro: a revisão dos sortimentos. Pressionadas pela necessidade de aumentar a produtividade das lojas, proteger margens e simplificar a jornada de compra, redes de diferentes portes estão reduzindo SKUs (mix de produtos), reavaliando fornecedores e concentrando espaço em marcas capazes de entregar maior retorno por metro linear de gôndola. Em um cenário com menos margem para erro, decidir quem permanece na prateleira virou escolha estratégica.

 

  A tendência acompanha um movimento global de busca por eficiência. Segundo a consultoria NielsenIQ, a otimização de sortimento tem se tornado uma das principais estratégias para garantir que os produtos certos estejam disponíveis no local e no momento adequados, com impacto em vendas, execução e rentabilidade.

 

  Para Gabriela Pontin, vice-presidente comercial da Ypê, a discussão vai muito além da simples redução do número de itens disponíveis ao consumidor. "O varejo não está procurando menos opções. O varejo está procurando melhores opções. A discussão de sortimento hoje passa por produtividade, giro, relevância para o shopper e retorno para a categoria. Os produtos que permanecem nas gôndolas são aqueles que ajudam o varejista a vender mais e a operar melhor."

 

  A busca por eficiência ganha escala quando observados os números do setor. De acordo com a ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados), o varejo alimentar movimentou no país mais de R$ 1,145 trilhão em 2025 e atende cerca de 30 milhões de consumidores por dia. Nesse ambiente, pequenos avanços de produtividade podem gerar impactos relevantes no resultado financeiro das empresas.

 

  Durante muitos anos, ampliar o portfólio foi visto como caminho para ocupar espaço nas gôndolas e ganhar participação de mercado. Agora, parte do varejo percebe que o excesso de SKUs pode aumentar a complexidade operacional, dificultar a gestão de estoques e tornar a compra menos intuitiva. Nesse contexto, ganham força as marcas que combinam preferência do consumidor, demanda consistente, capacidade de abastecimento e contribuição efetiva para o desempenho da categoria.

 

  Na prática, essa escolha passa também por marcas capazes de entregar melhor relação custo-benefício ao consumidor e mais produtividade ao varejo. Em um ambiente de menor mix, menos fornecedores e menos SKUs, portfólios fortes ajudam a reduzir complexidade, qualificar o sortimento e ampliar o retorno por metro de gôndola.

 

  Estudos da NielsenIQ indicam que produtos semelhantes nem sempre impulsionam o crescimento das categorias e que estratégias mais enxutas podem gerar melhores resultados para varejistas e consumidores. Para a indústria, isso exige relevância comprovada na rotina de compra, giro consistente e argumentos claros para justificar sua presença em uma gôndola cada vez mais disputada.


  Segundo Pontin, a capacidade de simplificar a jornada do consumidor tem se tornado um diferencial competitivo relevante. "O shopper quer encontrar rapidamente aquilo que procura. Quando a categoria está bem organizada, com os itens certos disponíveis e uma exposição adequada, o processo de decisão se torna mais fácil. Isso beneficia o consumidor, mas também aumenta a produtividade da loja."

 

  Quando o varejo reduz o número de SKUs, a decisão sobre quem permanece na gôndola ganha peso adicional. Fatores como giro, reconhecimento de marca, abastecimento, capacidade produtiva e suporte comercial passam a pesar mais para o dono da loja. É nesse ponto que marcas consolidadas, como as do portfólio da Ypê, exercem papel decisivo: ajudam o varejista a manter na prateleira produtos conhecidos, procurados e colocados no carrinho pelo consumidor.

 

  Esse valor aparece quando a marca contribui para uma operação mais eficiente, com menos ruptura, mais itens por cesta, maior ticket médio, mais conversão e melhor otimização do capital empregado. Ao combinar marcas reconhecidas, sortimento relevante e execução precisa no ponto de venda, o varejista transforma a gôndola em um espaço mais produtivo.

 

  O estudo Brand Footprint Brasil 2026, divulgado em agosto, mostrou que a Ypê está presente em 96,3% dos lares brasileiros e é a marca de higiene e limpeza mais escolhida do país. A força do portfólio também aparece em Tixan, consolidada como a marca nº 1 em vendas de sabão em pó no Brasil, segundo a Pesquisa Nielsen Retail Index – Lava Roupas em Pó (Brasil Total); e em Assolan, que figura entre as marcas mais escolhidas pelos consumidores brasileiros. Para a executiva, essa capilaridade se traduz em vantagem concreta para o varejo. "Quando uma marca já faz parte da rotina de milhões de famílias, ela leva previsibilidade para a categoria. O varejo sabe que encontrará demanda, giro e recorrência de compra. Em um ambiente de maior seletividade, esses fatores ganham ainda mais importância."

 

  A vice-presidente afirma que a presença consistente das marcas impacta diretamente o desempenho da loja. "Para o varejo, marcas presentes na rotina dos consumidores fazem diferença direta no negócio. Quando falamos de Ypê, Tixan e Assolan, falamos de marcas com reconhecimento, giro e capacidade de atrair o shopper para a gôndola." Em categorias geridas com inteligência, a força da marca deixa de ser apenas um atributo de preferência e passa a atuar como alavanca de produtividade, faturamento e crescimento sustentável para o cliente.

 

O futuro pertence às categorias mais eficientes

  Outra mudança relevante é a evolução da relação entre indústria e varejo. Se antes a negociação se concentrava sobretudo em preço e condições comerciais, hoje cresce a demanda por fornecedores capazes de contribuir para a construção das categorias e compartilhar inteligência de mercado. "Nosso papel não é apenas fornecer produtos. Queremos ajudar o cliente a construir categorias mais fortes, com melhor rentabilidade e melhor experiência para o consumidor. Quando trabalhamos juntos na definição do mix ideal, na exposição correta e na disponibilidade dos itens, todos ganham." É essa lógica que orienta a atuação da Ypê ao lado do varejo: simplificar a operação, fortalecer categorias e construir estratégias de sortimento e exposição que ajudem os clientes a crescer acima do mercado.

 

  A racionalização dos sortimentos deve seguir entre as principais pautas do varejo nos próximos anos. Não como sinônimo de menor oferta ao consumidor, mas como uma decisão orientada por eficiência, relevância e rentabilidade. Nesse ambiente, a escolha de parceiros certos tende a fazer ainda mais diferença. Para o varejista, especialmente aquele que precisa decidir com cuidado cada espaço da loja, apostar em marcas conhecidas, buscadas e consumidas pelos brasileiros é uma forma de reduzir riscos, acelerar o giro e melhorar o desempenho da categoria. Para a Ypê, o movimento reforça uma vantagem competitiva clara: unir presença na rotina das famílias, força de marca e um portfólio capaz de transformar espaço de gôndola em resultado.

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Gabriela Pontin, Vice-Presidente Comercial da Ypê/Créditos: Divulgação
16/09/2026

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