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Imagem: O atacado brasileiro ainda vende como se estivesse em 2005

O atacado distribuidor brasileiro movimenta mais de R$ 700 bilhões por ano, segundo o Ranking ABAD/NielsenIQ, mas uma parte relevante desse mercado ainda vende com catálogo impresso, visita presencial para coleta de pedidos e digitação manual no sistema. O contraste revela um problema maior do que a simples demora na digitalização. O catálogo é apenas o sintoma mais visível de uma operação que continua utilizando vendedores experientes e caros como intermediários de transações repetitivas.

04/08/26

Imagem: Como estruturar uma unidade de negócios de Retail Media no canal farma

Nos últimos anos, Retail Media deixou de ser um tema restrito aos grandes varejistas e passou a fazer parte da agenda estratégica do varejo farmacêutico brasileiro. Quando empresas como RD Saúde, Pague Menos e Panvel consolidam suas operações, é natural que outras redes comecem a fazer a mesma pergunta: vale a pena criar uma unidade de negócios de Retail Media? Na minha opinião, a resposta é sim. Mas talvez essa seja apenas metade da pergunta. A questão mais importante é: como estruturar essa unidade para que ela gere valor de forma sustentável? Porque Retail Media não é apenas uma nova fonte de receita.

03/08/26

Imagem: O atendimento como diferencial competitivo no varejo

Toda empresa deve acompanhar de perto indicadores de vendas, produtividade e rentabilidade, afinal isso é fundamental para orientar decisões e medir resultados. No entanto, existe um indicador invisível que, embora nem sempre ganhe uma linha exclusiva nas planilhas, influencia diretamente todos os demais: a qualidade do atendimento. Ainda persiste no setor varejista uma percepção equivocada de que atender bem depende apenas da habilidade ou da simpatia de quem está na linha de frente das lojas. Na prática, a experiência do consumidor começa muito antes do primeiro contato.

31/07/26

Imagem: Quando o varejo vira ecossistema, o trade marketing muda de função

Durante décadas o varejo foi organizado em estruturas relativamente independentes. Loja física, e-commerce, logística, marketing e atendimento operavam como áreas distintas, cada uma com seus próprios objetivos e indicadores. Hoje, essa lógica já não acompanha o comportamento do consumidor, que espera por um atendimento diferenciado em qualquer ponto de contato com a marca.

29/07/26

Imagem: O mercado de bens de consumo nunca exigiu tanto do profissional de vendas

O mercado de bens de consumo nunca foi tão complexo. E nunca exigiu tanto do profissional de vendas. Trabalhando nesse setor há anos, tenho observado uma transformação silenciosa, mas profunda acontecendo em todas as frentes ao mesmo tempo. Os canais de distribuição viraram um labirinto. O shopper que compra no C&C na segunda-feira é o mesmo que faz um pedido no iFood na quinta. Ele não é multicanal por opção, ele simplesmente vive assim. E as indústrias que ainda pensam em canais como gavetas separadas estão perdendo dinheiro sem perceber.

28/07/26

Imagem: O "apagão de dados" no varejo: o impacto milionário da falta de sintonia entre o ERP e o PDV

O varejo físico brasileiro enfrenta um fantasma silencioso que drena margens de lucro de forma invisível. Este rastro de ineficiência operacional, que inclui erros de estoque e quebras no ponto de venda, custa caro: anualmente, o varejo brasileiro acumula uma perda de R$ 42,1 bilhões em faturamento por desperdícios operacionais e quebras no ponto de venda, segundo dados oficiais da Abrappe. Durante anos, a digitalização dos supermercados e grandes redes varejistas concentrou-se na robustez dos sistemas de gestão integrada (ERPs). Acreditava-se que, ao colocar toda a operação sob o guarda-chuva de um software robusto, o controle de estoque estaria resolvido.

27/07/26

Imagem: Reforma tributária transforma operação fiscal em desafio estratégico para o e-commerce

O comércio eletrônico brasileiro segue em ritmo acelerado de expansão, impulsionando o aumento do volume de vendas e da complexidade operacional das empresas. Nesse contexto, o maior risco da Reforma Tributária para o e-commerce não está apenas em entender a nova legislação, mas na capacidade operacional das empresas de adaptar sistemas, processos e fluxos à nova realidade. Com a implementação do novo modelo fiscal, a eficiência tecnológica e a preparação operacional deixam de ser apenas diferenciais competitivos e passam a ser fatores essenciais para garantir a continuidade das operações sem impactos para o negócio.

24/07/26

Imagem: O e-commerce brasileiro cresce em velocidade recorde, mas a logística continua deixando milhões para trás

O Brasil está vivendo uma contradição que poucos querem discutir. Nunca foi tão fácil comprar. Mas, para milhões de brasileiros, continua sendo difícil receber. Enquanto o e-commerce bate recordes sucessivos de crescimento, a logística nacional segue avançando em velocidades diferentes dependendo do CEP. De um lado, vemos entregas em poucas horas, inteligência artificial otimizando rotas, centros de distribuição automatizados e promessas cada vez mais agressivas de rapidez. Do outro, existem comunidades, periferias, cidades médias e regiões remotas onde o básico ainda não foi resolvido: localizar um endereço, garantir previsibilidade na entrega e conectar pessoas ao mercado digital.

23/07/26

Imagem: A decisão de compra de alimentos começa muito antes do supermercado

Durante muito tempo, acreditamos que a decisão de compra de alimentos acontecia diante da gôndola. Era ali que embalagem, preço e promoções disputavam a atenção do consumidor. Hoje, essa lógica já não explica o comportamento de compra. A jornada começa muito antes da ida ao supermercado. Ela pode surgir em uma receita nas redes sociais, na recomendação de um influenciador, em uma pesquisa no Google ou até mesmo em uma conversa com ferramentas de inteligência artificial. Quando chega ao ponto de venda, o consumidor já foi exposto a diversos estímulos e, muitas vezes, já sabe o que pretende comprar.

22/07/26

Imagem: Ferramenta genérica trava a digitalização do atacado brasileiro

A digitalização do atacado brasileiro não emperra por falta de vontade. Ela emperra porque muita distribuidora tenta resolver um problema específico com ferramentas feitas para servir a qualquer mercado. Essa escolha parece econômica no começo, mas cobra caro depois. A plataforma entra em implantação, exige ajustes, consome meses de equipe, passa por personalizações e, quando finalmente chega perto da operação real, não consegue reproduzir regras básicas do negócio. Tabela por cliente, limite de crédito, pedido mínimo, condição negociada, mix obrigatório, integração com ERP e carteira ativa de vendedor não são detalhes.

20/07/26

Imagem: O consumidor pesquisa no feed e decide no corredor

Existe uma contradição cara no mercado de mídia hoje. Marcas investem fortunas para encontrar o consumidor certo no momento certo e depois perdem a venda para um concorrente que simplesmente estava melhor posicionado na gôndola. De acordo com um estudo da Nielsen, 70% das decisões de compra acontecem dentro da loja. No corredor, produto na mão, com segundos para decidir. E, durante décadas, esse momento ficou de fora da estratégia de mídia das marcas.

14/07/26

Imagem: O maior concorrente do supermercado pode ser uma gôndola vazia

Imagine a seguinte cena: o consumidor entra no supermercado com a lista de compras praticamente definida. Ele percorre os corredores, compara preços, escolhe marcas e chega à gôndola do produto que realmente precisa, mas o item não está lá. Nesse instante, a concorrência muda de endereço. Ela deixa de ser a loja da esquina, a promoção do aplicativo ou a rede vizinha e passa a ser o espaço vazio na própria gôndola.

13/07/26

Imagem: Atacado brasileiro paga caro por tecnologia que não entende sua venda

O atacado brasileiro movimenta uma parte decisiva da economia, mas muitas distribuidoras ainda vendem como se a escala pudesse ser sustentada por WhatsApp, planilhas e digitação manual. Segundo o Ranking ABAD/NielsenIQ 2026, o setor atacadista distribuidor alcançou R$ 616,6 bilhões em faturamento em 2025, crescimento nominal de 17,27% em relação ao ano anterior. Em um mercado desse tamanho, uma ferramenta errada resulta em perda de produtividade em escala.

08/07/26

Imagem: Perdas no varejo: R$ 42 bilhões que o Brasil não pode mais ignorar

O varejo brasileiro cresceu 6,4% em faturamento e movimentou R$ 2,55 trilhões, mas as perdas em 2025 avançaram em um ritmo muito superior: 15,3%. Pasmem, é isso mesmo! Um resultado que merece atenção imediata de empresários, executivos e conselhos de administração das redes varejistas. O resultado é alarmante. Segundo a 9ª Pesquisa Abrappe de Prevenção de Perdas no Varejo Brasileiro, elaborada pela Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe), as perdas atingiram R$ 42,1 bilhões em 2025. Em outras palavras, a cada R$ 61 vendidos, R$ 1 desapareceu ao longo da operação.

07/07/26

Imagem: O risco mais caro do varejo é o que não entra no radar

Se você lidera uma rede de varejo no Brasil, com operação distribuída, múltiplas lojas e pressão permanente por margem, sabe que os riscos mais visíveis estão na operação. Ruptura, logística, estoque, execução de loja e negociação com fornecedores ocupam a agenda. Cibersegurança, em geral, entra depois — quando entra. E é justamente aí que mora o problema.

06/07/26

Imagem: Sua empresa não corre mais risco por causa da política em ano de eleição: corre risco quando as regras dentro dela deixam de ser claras

Tenho lido bastante posicionamentos políticos na plataforma do LinkedIn. O que vejo são críticas, ofensas e reações passionais, mas poucos saem disso para construir algo que realmente melhore o debate. Por aí você já vê que os participantes destes embates digitais ainda habitam um mundo de selvageria e nada de inteligência, gritam muito, mas analisam pouco. Quando pensamos em marcas e política, olhamos para algumas empresas como a Patagonia ou Dove (entre tantas outras), empresas que transformaram o ativismo em DNA.

03/07/26