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Imagem destaque: Preço do café varia 66% nos últimos 12 meses nos supermercados brasileiros
Crédito: Paloma Vargas /SVM

Preço do café varia 66% nos últimos 12 meses nos supermercados brasileiros

 O consumidor segue experimentando um amargor extra no bolso, já que o café teve uma variação média de até 66% ao longo de 2024, segundo dados da Neogrid. A alta nos preços está ligada a crises climáticas que afetaram a produção ao longo do último ano. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, as chuvas recentes nas regiões produtoras podem favorecer a safra 2025/26, embora os produtores sigam atentos às previsões de altas temperaturas, uma vez que o calor excessivo pode comprometer a qualidade do grão.


Índice de Ruptura

  O Índice de Ruptura da Neogrid registrou aumento em janeiro e a ruptura geral chegou a 13,7%, uma variação de 0,9 ponto percentual em relação a dezembro do ano passado. As categorias que se destacaram no período foram: os ovos - onde a indisponibilidade aumentou 3 pontos percentuais, crescendo de 16,7% em dezembro de 2024 para 19,7% em janeiro de 2025 -, o café - que subiu 2,1 ponto percentual ante o mês anterior, atingindo 11,1% em janeiro -, o açúcar - que a indisponibilidade subiu 1,1 ponto percentual, chegando a 10% e retomando ao nível de agosto de 2024, depois de um período de estabilidade entre setembro e dezembro -, e o azeite - que voltou a subir neste mês, registrando alta de 1 ponto percentual e alcançando 7,6% de ruptura. 


  “O aumento ocorre em um momento em que o varejo já começa a sentir os impactos da desaceleração no consumo no país. Com o preço dos alimentos elevado e o poder de compra do brasileiro mais pressionado, a reposição de estoques fica mais lenta e resulta na falta de alguns tipos de produtos e marcas nas prateleiras, agravando ainda mais o cenário”, afirma Robson Munhoz, diretor de Relações Corporativas da Neogrid.

21/02/2025

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