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Créditos: Divulgação

Vendas de bebidas alcoólicas registram quedas de até 45%

  Após casos de intoxicação por metanol, a categoria de bebidas alcoólicas começou a registrar queda nas vendas. De acordo com a Varejo 360, no dia 25 de setembro, as vendas tiveram recuo de mais de 35% em relação à quinta-feira dessa mesma semana em 2024, com novas retrações em torno de 25% na sexta-feira (26) e no sábado (27), na mesma base de comparação. Na vodca, que sofreu o maior impacto, as piores quedas se concentraram na sexta-feira e no sábado, com recuos de 45% e de 43%, respectivamente. A análise foi feita com base em notas fiscais registradas por 33,7 mil consumidores no estado de São Paulo, abrangendo desde pequenas adegas e lojas de conveniência até supermercados e grandes varejistas de autosserviço.

 

Setor de food service

  Nos bares e restaurantes ainda não há estatísticas, segundo a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes). "O ambiente é de quase normalidade. Em São Paulo, temos algumas regiões bem afetadas, mas parece que o momento do pânico está passando", diz Paulo Solmucci, presidente da entidade. Segundo ele, no Rio de Janeiro, em algumas regiões mais nobres, houve redução em torno de 15% a 20%.


Mercado ilegal

  De acordo com a ABBD (Associação Brasileira de Bebidas Destiladas), o mercado ilegal de bebidas alcoólicas destiladas chega a vender garrafas 50% mais baratas do que comerciantes que pagam tributos regularmente. Hoje, o mercado legal comercializa R$ 436 bilhões por ano com bebidas alcoólicas, enquanto a produção ilegal concentra R$ 55 bilhões - aproximadamente 12,7% de tudo o que é vendido. Os produtos mais afetados são vodca, gin e uísque. O segmento de destilados é mais sensível ao problema do que os fermentados. Nele, a participação das bebidas ilegais, que envolvem sonegação fiscal, contrabando, falsificação e produção sem registro, chega a 28%, segundo a entidade. As informações são da Folha de São Paulo.

06/10/2025

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