Luiza Helena Trajano defende meta de 50% de mulheres na liderança até 2030
Em painel realizado em São Paulo, Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magalu, reforçou a necessidade de acelerar a equidade de gênero no ambiente corporativo brasileiro. A executiva defende a meta de atingir 50% de mulheres em cargos de alta liderança até 2030. “Uma mulher sentada à mesa muda o contexto e a dinâmica de um conselho”, afirmou a executiva. Para Trajano, a presença feminina no topo das organizações introduz vivências que transformam a gestão e a tomada de decisão.
O posicionamento destaca o uso de processos transitórios, como as cotas, para romper o isolamento de lideranças femininas e garantir que haja sucessão em cargos estratégicos. “A cota é um processo transitório para acertar uma desigualdade. Precisamos corrigir historicamente um processo que, se deixado apenas ao tempo, não mudará”, ressaltou. Segundo a executiva, a diversidade — que inclui recortes raciais e sociais — deve ser tratada como um pilar de eficiência no varejo moderno. Na visão de Trajano, a atuação conjunta da sociedade é o que permite converter diagnósticos em avanços reais de representatividade nas empresas.
