Ameaçada por fornecedores, Casas Bahia pede proteção para manter contratos essenciais
O Grupo Casas Bahia pediu proteção contra a suspensão de mais contratos essenciais, como energia elétrica e gás, infraestrutura e telecomunicações e assistência de saúde de colaboradores e ex-colaboradores. Dias após a varejista pedir recuperação judicial, a Justiça de São Paulo já havia proibido a interrupção de serviços considerados essenciais à operação, no entanto, a varejista afirma que "passou a receber, nos últimos dias, ameaças de suspensão e interrupção do fornecimento por parte de fornecedores".
Ameaças dos fornecedores
No documento, a companhia diz que as ameaças vieram de fornecedores que não foram incluídos no primeiro pedido ou foram citados, mas tiveram alguns contratos essenciais não elencados. Um dos contratos envolve o abastecimento energético de cerca de 25% do parque do grupo. O Grupo pede o pagamento de R$ 50 mil por nova ameaça de suspensão ou interrupção dos serviços e R$ 100 mil em caso de efetivo descumprimento da ordem, sem prejuízo. Em nota, a Casas Bahia afirmou que mantém as operações normalmente e que eventuais tratativas com fornecedores estão sendo conduzidas pontualmente no âmbito da recuperação judicial. As informações são da Folha de S. Paulo.
