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Imagem: Camille Faria assume negociações com credores da Casas Bahia

A Casas Bahia, em recuperação judicial, anunciou a chegada de Camille Faria, sócia da Althia Partners e ex-diretora financeira (CFO) da Americanas, para liderar as negociações com credores e a condução do plano de reestruturação financeira da varejista. A mudança ocorre após a Justiça de São Paulo autorizar o processamento do pedido de recuperação judicial da companhia. Faria, que liderou o processo de recuperação judicial da Americanas, assume a função anteriormente ocupada por Mateus Tessler, ex-sócio da Jive Mauá. A executiva também já trabalhou na Oi, que atualmente enfrenta um processo de falência.

26/10/26

Imagem: Grupo Casas Bahia tem recuperação judicial aprovada pela Justiça de São Paulo

A Justiça de São Paulo aprovou a recuperação judicial do Grupo Casas Bahia. Na decisão, publicada nesta quarta-feira (21), a juíza Taina Maria Leonardo De Oliveira reconheceu o cumprimento dos requisitos legais pela varejista, mas determinou que pendências documentais sejam corrigidas em até 30 dias. “O procedimento deve ser orientado pela preservação da empresa viável e pelo tratamento paritário dos credores. Tais princípios são particularmente relevantes em processos de elevada complexidade documental e econômica”, afirmou a magistrada.

21/10/26

Imagem: Acionistas do Grupo Casas Bahia aprovam pedido de recuperação judicial

Os acionistas do Grupo Casas Bahia aprovaram, em assembleia geral extraordinária, a ratificação do pedido de recuperação judicial apresentado pela varejista e por determinadas subsidiárias. O pedido foi protocolado em 16 de agosto, perante o Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. A aprovação dos acionistas formaliza o respaldo societário à solicitação já encaminhada à Justiça. No comunicado, a companhia informou que o juízo ainda não se manifestou sobre o deferimento do processamento do pedido, e que não há garantia de que a solicitação seja deferida nos termos solicitados.

20/10/26

Imagem: Justiça define indenizações e novas regras para demissões na Casas Bahia

A Justiça do Trabalho no Distrito Federal homologou um acordo para o pagamento de indenizações a 4,3 mil trabalhadores da Casas Bahia demitidos pela varejista. Após intermediação do Ministério Público do Trabalho (MPT), ficou acertado entre a empresa e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) que cada trabalhador receberá R$ 7,5 mil, pagamento de aviso prévio, multa de 40% sobre o FGTS, além de comissões, premiações e compensações para funcionários que tinham direito aos benefícios antes de serem demitidos.

16/10/26

Imagem: Casas Bahia aprova crédito de até R$ 250 milhões com o Banco do Brasil

O conselho de administração do Grupo Casas Bahia aprovou, por unanimidade, a contratação de uma linha de crédito de até R$ 250 milhões junto ao Banco do Brasil (BB). A operação prevê a abertura de um limite rotativo destinado à cessão definitiva e à aquisição de direitos creditórios. De acordo com a companhia, o contrato envolve o desconto de recebíveis provenientes da venda de mercadorias no atacado e no varejo, além da prestação de serviços. A linha terá vigência de 60 dias ou até o deferimento do processamento do pedido de recuperação judicial da empresa.

15/10/26

Imagem: Magazine Luiza estima captar R$ 7 bilhões da crise na Casas Bahia

O Magazine Luiza tem colhido frutos da crise na Casas Bahia, e a recente escalada no preço das ações da rede, anterior à alta dos papéis de varejo dos últimos dias, já capta esse movimento. Cálculos que têm sido feitos internamente consideram a possibilidade de captação de R$ 7 bilhões de vendas da Casas Bahia nos próximos meses, mais R$ 4 bilhões que podem entrar com a demanda em marketplaces como Amazon e Mercado Livre, com quem a empresa tem parceria, totalizando R$ 11 bilhões de oportunidades.

13/10/26

Imagem: Em recuperação judicial, Casas Bahia tem redução de estoques e menos 4,6 mil funcionários

O grupo Casas Bahia registrou redução de estoques e do quadro de funcionários, com 4,6 mil colaboradores a menos em agosto. As informações foram apontadas em uma perícia feita pela ACFB Administração Judicial - um procedimento exigido pela Justiça de São Paulo que avalia o pedido de reestruturação da varejista. Com R$ 17,3 bilhões em débitos, o grupo fechou quase 300 lojas e demitiu 3 mil funcionários. A perícia visitou 744 lojas e 29 centros logísticos da Casas Bahia, e constatou que o grupo segue operando, mas há sinais de retração em parte da estrutura, inclusive com constatação de atividade irregular em nove lojas e três centros de distribuição.

07/10/26

Imagem: Casas Bahia negocia R$ 200 milhões em financiamento com o Itaú

A Casas Bahia está em negociações avançadas para obter um financiamento DIP (debtor-in-possession financing) de R$ 200 milhões com o Itaú Unibanco. A transação ainda depende do deferimento do processo de recuperação judicial pela Justiça de São Paulo. Segundo informações do Pipeline, outras cinco casas mostraram interesse em financiar o grupo, mas a conversa com o Itaú foi a que mais avançou. A empresa estava buscando inicialmente um DIP de R$ 1 bilhão, mas a ideia é fechar, no momento, um valor menor para entrar no caixa da companhia. Os recursos vão ajudar a Casas Bahia a recompor os estoques de mercadorias.

02/10/26

Imagem: Ministério Público muda posição e passa a defender recuperação extrajudicial do GPA

O MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) mudou sua posição e passou a defender que a Justiça homologue o plano de recuperação extrajudicial do GPA. Em parecer protocolado ontem (30), o promotor Roberto de Campos Andrade retificou a manifestação apresentada há pouco mais de um mês. Na ocasião, ele se opôs à homologação imediata do plano, pediu que a companhia reformulasse o arranjo e defendeu a nomeação de um administrador judicial ou perito para verificar se a adesão dos credores havia sido calculada corretamente. O parecer contrário era um dos principais entraves à homologação.

01/10/26

Imagem: Casas Bahia questiona critérios do plano de recuperação extrajudicial do GPA

O Grupo Casas Bahia apresentou posição contrária ao plano de recuperação extrajudicial do GPA. Segundo a varejista, a companhia não detalhou o valor total das dívidas submetidas à recuperação e, por isso, não é possível verificar a representatividade dos titulares dos 57,49% de créditos que teriam aprovado o plano. A Casas Bahia está entre as credoras que rejeitaram a proposta de reestruturação por entender que as condições são desvantajosas em relação às instituições financeiras. No documento enviado à Justiça de São Paulo, a companhia afirma que R$ 392 milhões em dívidas foram excluídos do processo pelo Pão de Açúcar de forma genérica. Outros R$ 115 milhões referentes a processos judiciais ficaram de fora sob a justificativa de serem incertos ou ilíquidos.

16/09/26

Imagem: Ameaçada por fornecedores, Casas Bahia pede proteção para manter contratos essenciais

O Grupo Casas Bahia pediu proteção contra a suspensão de mais contratos essenciais, como energia elétrica, gás, infraestrutura, telecomunicações e assistência de saúde de colaboradores e ex-colaboradores. Dias após a varejista pedir recuperação judicial, a Justiça de São Paulo já havia proibido a interrupção de serviços considerados essenciais à operação, no entanto, a varejista afirma que "passou a receber, nos últimos dias, ameaças de suspensão e interrupção do fornecimento por parte de fornecedores".

03/09/26

Imagem: Varejistas fecham mais de 1,1 mil lojas físicas no Brasil desde 2022

Um levantamento realizado pelo Broadcast, do Grupo Estado, aponta que cinco players do varejo — Casas Bahia, Americanas, Carrefour, Marisa e Magazine Luiza — reduziram em mais de 1,1 mil o número de unidades físicas no Brasil desde o fim de 2022. Pressionadas por juros altos, endividamento e forte avanço do e-commerce, as companhias optaram pelo encerramento de pontos deficitários para cortar custos com aluguel e pessoal, visando preservar a rentabilidade e a geração de caixa. A Casas Bahia respondeu pelo maior volume de cortes, seguida pela Americanas, em meio a processos de reestruturação.

31/08/26

Imagem: Justiça protege Casas Bahia de credores por 180 dias

A Justiça de São Paulo antecipou os efeitos do pedido de recuperação judicial da Casas Bahia e garantiu proteção à varejista contra a execução de dívidas dos credores por 180 dias. A companhia tenta reestruturar um passivo de R$ 17,3 bilhões. No pedido levado à Justiça, a Casas Bahia argumentou que houve uma “corrida de credores contra o patrimônio” da companhia desde as notícias da abertura do processo de recuperação judicial. Segundo a empresa, cerca de R$ 9 milhões foram bloqueados “em poucos dias”, o que representa risco de “iminente desfalque patrimonial” para a varejista.

31/08/26

Imagem: Casas Bahia pede devolução de R$ 422 milhões do Banco do Brasil

O Grupo Casas Bahia solicitou à Justiça de São Paulo que o Banco do Brasil devolva R$ 422 milhões debitados das contas da companhia. Segundo a varejista, o banco atuou como fiador em garantias contratadas junto à Apple e à Mapfre Seguros, honrou os pagamentos após o pedido de recuperação judicial e, na sequência, debitou os valores para se reembolsar. A empresa questiona a retenção e afirma que o crédito estaria sujeito às regras da recuperação judicial. A Casas Bahia entrou com o pedido em 16 de agosto, com dívida de R$ 17,3 bilhões.

26/08/26

Imagem: Casas Bahia soma R$ 11 bilhões em dívidas fora da recuperação judicial

Além dos R$ 17,3 bilhões em dívidas que constam no pedido de recuperação judicial protocolado na última semana, a Casas Bahia tem ainda outros R$ 11 bilhões em débitos não incluídos na reestruturação. Os valores extras são devidos principalmente a bancos, fundos de investimentos e fornecedores de eletrodomésticos que, em alguns casos, aparecem duplamente na lista de credores da varejista, ou seja, com valores a receber dentro e fora da recuperação.

25/08/26

Imagem: Casas Bahia enfrenta suspensão de demissões pela Justiça e ações de despejo

O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região suspendeu provisoriamente as demissões coletivas realizadas pelo Grupo Casas Bahia na semana passada e restringiu novos cortes sem intermediação de entidades sindicais. No processo, a CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio) afirmou que a empresa fechou 298 lojas e demitiu cerca de 1,9 mil funcionários entre 13 e 14 de agosto, sem intervenção sindical prévia. A decisão, assinada pela juíza Katarina Mousinho de Matos, determinou que a empresa tem cinco dias a partir da intimação para restabelecer provisoriamente os vínculos jurídicos e econômicos dos trabalhadores atingidos.

20/08/26