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Imagem destaque: Casas Bahia questiona critérios do plano de recuperação extrajudicial do GPA
Créditos: Divulgação

Casas Bahia questiona critérios do plano de recuperação extrajudicial do GPA

 O Grupo Casas Bahia apresentou posição contrária ao plano de recuperação extrajudicial do GPA. Segundo a varejista, a companhia não detalhou o valor total das dívidas submetidas à recuperação e, por isso, não é possível verificar a representatividade dos titulares dos 57,49% de créditos que teriam aprovado o plano. A Casas Bahia está entre as credoras que rejeitaram a proposta de reestruturação por entender que as condições são desvantajosas em relação às instituições financeiras. No documento enviado à Justiça de São Paulo, a companhia afirma que R$ 392 milhões em dívidas foram excluídos do processo pelo Pão de Açúcar de forma genérica. Outros R$ 115 milhões referentes a processos judiciais ficaram de fora sob a justificativa de serem incertos ou ilíquidos. As dívidas do GPA com a Casas Bahia totalizam R$ 231,7 milhões e decorrem de acordos firmados na constituição da Via Varejo.


Surgem mais questionamentos

 A manifestação da Casas Bahia responde à determinação de esclarecimentos feita pela juíza Larissa Gaspar à varejista e a outras credoras em 28 de agosto. Na decisão, a magistrada pediu às empresas que justificassem os pedidos de impugnação apresentados anteriormente no processo de recuperação do grupo. A recuperação extrajudicial pode ser protocolada provisoriamente quando houver aprovação de ao menos 33% dos créditos, com prazo de 90 dias para a empresa elevar o apoio a 50%, mais um quórum necessário para a validação do acordo. O GPA afirma ter atingido esse patamar, mas credores contestam. O Ministério Público de São Paulo também havia se posicionado pelo indeferimento do plano, apontando falta de homogeneidade entre os credores reunidos no grupo criado pela companhia. No acordo, que envolve uma dívida de aproximadamente R$ 4,5 bilhões, estão incluídos credores financeiros, debenturistas, titulares de CRIs e CCBs, bancos, fundos de investimento e credores com processos judiciais em andamento. As informações são da Folha de S. Paulo.

16/09/2026

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