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Imagem: Ministério Público contesta plano de recuperação do Pão de Açúcar

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) se declarou contrário ao plano de recuperação extrajudicial do GPA por entender que a companhia reuniu um grupo de credores muito diverso e que não apresenta a mesma identidade econômica e jurídica. O acordo busca equacionar uma dívida de aproximadamente R$ 4,5 bilhões e reúne credores financeiros, debenturistas, titulares de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CCBs (Cédulas de Crédito Bancário), além de bancos, fundos de investimento e credores que aguardam decisões judiciais. Segundo o GPA, 57,4% dos detentores de dívida aceitaram o plano, representando R$ 2,6 bilhões.

28/08/26

Imagem: GPA registra queda de 9,6% na receita e eleva prejuízo em 16,2%

O GPA fechou o segundo trimestre deste ano com queda de 9,6% na receita líquida, para R$ 4,2 bilhões, e prejuízo líquido consolidado de R$ 252 milhões, alta de 16,2% em relação ao mesmo período de 2025. A companhia também reportou redução de 7% nas vendas totais em comparação com o mesmo período do ano anterior, reflexo da descontinuação do formato "aliados" (modelo de venda direta para pequenos comércios), do reequilíbrio das vendas no e-commerce, que passou a concentrar as operações em canais próprios, e dos impactos da recuperação extrajudicial sobre o abastecimento de produtos. Segundo o GPA, desconsiderando o impacto do portfólio de lojas e o efeito calendário, a retração nas vendas foi de 0,8%.

05/08/26

Imagem: Havanna entra em recuperação extrajudicial no Brasil com dívida de R$ 127 milhões

A operação brasileira da Havanna, rede argentina de cafeterias e produtos à base de doce de leite, deu início a um processo de recuperação extrajudicial na 1ª Vara Regional de Competência Empresarial de São Paulo. A medida visa reestruturar um passivo acumulado de aproximadamente R$ 127,7 milhões com credores institucionais e fornecedores. O processo abrange seis empresas do grupo controlado pelo empresário Marcos Rothenberg, incluindo a Café Del Plata e a DGA Doces Del Plata (responsáveis pelas lojas e franquias da marca no país), além de companhias do segmento de perfumaria e cosméticos, como a rede Fragrance.

04/08/26

Imagem: GPA desocupa centro de distribuição em São Paulo

O GPA decidiu rescindir antecipadamente um dos seus contratos de locação, esvaziando um de seus mais importantes centros de armazenamento e distribuição de mercadorias, na beira da Rodovia Anhanguera, perto da entrada da cidade de São Paulo. O contrato, celebrado em junho de 2018, foi renovado em 2024 e tinha vigência até janeiro de 2032. No acordo estava previsto um aviso prévio de nove meses antes da saída, bem como indenização equivalente ao fundo no valor de 4,5 vezes o valor do aluguel proporcional ao prazo remanescente do contrato.

24/07/26

Imagem: GPA nega favorecimento a credores em recuperação extrajudicial

O GPA negou ter favorecido bancos e outros credores no plano de recuperação extrajudicial, incluindo o Itaú Unibanco. O posicionamento foi divulgado em comunicado enviado ao mercado, em resposta a questionamentos da B3. A solicitação da bolsa ocorreu após uma reportagem informar que investidores e empresas haviam apresentado impugnações ao plano. Segundo a publicação, foram protocolados seis pedidos de contestação na Justiça de São Paulo.

21/07/26

Imagem: GPA registra adesão de 98% dos credores ao plano de recuperação extrajudicial

O Grupo Pão de Açúcar concluiu a etapa de eleição das opções de pagamento de seu plano de recuperação extrajudicial com adesão de mais de 98% dos credores dentro do prazo previsto. Do total, 87% optaram pela alternativa que prevê a concessão de novos recursos à companhia. Segundo o GPA, a adesão inclui instituições financeiras, debenturistas e investidores pessoas físicas, tanto de forma direta quanto por meio de veículos estruturados. O GPA protocolou o pedido de recuperação extrajudicial em março, para reestruturar R$ 4,5 bilhões em dívidas não operacionais. Aprovado pela Justiça no mesmo mês, o acordo prevê a suspensão das obrigações junto aos credores afetados, que se concentram em instituições financeiras.

16/07/26

Imagem: Procuradorias pedem falência da Dolly por dívida que soma R$ 15,7 bilhões

As procuradorias da Fazenda Nacional e do Estado de São Paulo se juntaram para pedir a falência do Grupo Dolly. O pedido protocolado aponta valores que somam R$ 15,75 bilhões. O montante inclui dívidas com a União, com o governo paulista e com o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Segundo a PGFN e a PGE-SP, o valor acumulado não é fruto apenas de dificuldades operacionais, mas de uma estratégia deliberada de "blindagem patrimonial". Edgar Bechara, advogado da empresa, afirmou não ter conhecimento do pedido.

02/07/26

Imagem: Coelho Diniz amplia participação no GPA

A família Coelho Diniz, que controla a rede mineira de supermercados de mesmo nome, ampliou de 24,6% para 25,1% sua participação no GPA, grupo detentor das bandeiras Pão de Açúcar e Extra Mercado. O movimento acontece após a retirada da cláusula de poison pill do estatuto da companhia, que limitava o aumento da participação dos investidores sem a realização de uma oferta pública de aquisição (OPA). A rede Coelho Diniz opera 22 supermercados no leste de Minas Gerais.

29/06/26

Imagem: Silvio Tini assume posto de maior acionista do GPA após mudança no estatuto

O GPA passou a contar com um novo acionista majoritário: Silvio Tini. Dois dias depois de a companhia aprovar a queda da cláusula de poison pill (que exigia que um investidor com 25% ou mais fizesse a oferta pública de aquisição), o empresário passou a deter 25,8% das ações via sua gestora, a Bonsucex. Silvio já detinha 23%, fatia que alcançou em março deste ano. Com o aumento da participação, o executivo ultrapassa a família Coelho Diniz, que desde o ano passado despontava como principal acionista do grupo varejista, e supera a fatia do Casino, grupo francês que foi controlador do GPA por mais de uma década. Agora, a companhia avança no plano de recuperação extrajudicial envolvendo R$ 4,5 bilhões.

18/06/26

Imagem: GPA registra prejuízo de R$ 1,34 bilhão e reforça incerteza sobre continuidade operacional

O GPA reportou prejuízo líquido de R$ 1,347 bilhão no primeiro trimestre de 2026, pressionado por R$ 1,014 bilhão em efeitos não recorrentes e sem impacto no caixa. Junto ao balanço, a companhia divulgou uma nota explicativa apontando "dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional", vinculada a um déficit de R$ 3,9 bilhões no capital circulante líquido. Para reverter o cenário, o grupo aguarda a homologação judicial de seu plano de recuperação extrajudicial, já aprovado pela maioria dos credores.

15/05/26

Imagem: Grupo Dolly desiste de recuperação judicial e propõe acordo extrajudicial

O Grupo Dolly vai tentar reestruturar suas dívidas por meio de uma recuperação extrajudicial, após desistir do processo de recuperação judicial iniciado em 2018. A Justiça determinou que as empresas do grupo apresentem um plano. A mudança de estratégia ocorre após o relatório mensal de atividades de dezembro de 2025 apontar prejuízo líquido de R$ 25,8 milhões no ano.

15/05/26

Imagem: Casas Bahia pressiona GPA e tenta retirar dívida milionária da recuperação

A Casas Bahia pretende pedir a exclusão de uma dívida de aproximadamente R$ 170 milhões do plano de recuperação extrajudicial do GPA. A varejista entende que o crédito que possui a receber da companhia supermercadista não deveria fazer parte do escopo da reestruturação financeira. A discussão ocorre em meio ao aumento dos questionamentos envolvendo o plano de recuperação extrajudicial.

12/05/26

Imagem: GPA conclui renegociação de dívida em recuperação extrajudicial

O Grupo Pão de Açúcar concluiu a renegociação de sua dívida no âmbito do processo de recuperação extrajudicial. Com adesão de 57% dos credores não operacionais, acima do mínimo legal, o acordo promove uma melhora estrutural no perfil da dívida, incluindo dois anos de carência, alongamento de prazo médio superior a quatro anos, redução do custo financeiro e diminuição de mais de R$ 2 bilhões no endividamento. A operação também reduz a pressão de caixa em mais de R$ 4 bilhões nos próximos anos, ampliando a previsibilidade financeira e a capacidade de execução da companhia.

06/05/26

Imagem: GPA tenta negociar descontos em suas dívidas

Em processo de recuperação extrajudicial, o GPA busca negociar descontos significativos que podem atingir até 90% de sua dívida total, estimada em R$ 4,5 bilhões. A proposta apresentada pela companhia envolve a conversão do passivo em ações, utilizando como referência o preço de tela projetado para 2029. Essa estratégia visa capturar a valorização do negócio após a conclusão do ciclo de reestruturação.

30/04/26

Imagem: Análise: entenda alguns fatores que levaram o GPA a uma recuperação extrajudicial

O GPA atravessa um dos momentos mais desafiadores de sua história, marcado pelo processo de recuperação extrajudicial e por um cenário competitivo que mudou profundamente no varejo alimentar brasileiro. Mais do que uma crise pontual, a situação atual da companhia reflete dificuldades em se adaptar às transformações estruturais do setor - especialmente o avanço dos atacarejos e os desafios dos formatos premium.

15/04/26

Imagem: Recuperação extrajudicial do GPA impacta fornecimento e gera rupturas no PDV

A etiqueta com o aviso "Desculpe, indisponível no momento" tem sido cada vez mais usada nas gôndolas das lojas do GPA desde que entrou em recuperação extrajudicial, anunciando dívidas de R$ 4,5 bilhões. Com as dificuldades financeiras vindo à tona, mais fornecedores estão receosos em fazer negócios com o grupo.

23/03/26