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Imagem destaque: Varejo físico cresce 2,9% no Brasil em 2025, aponta Serasa Experian
Crédito: Divulgação

Varejo físico cresce 2,9% no Brasil em 2025, aponta Serasa Experian

 Mesmo enfrentando uma política monetária contracionista, que segurou a taxa básica de juros, Selic, a 15% durante todo o segundo semestre, em 2025, o varejo físico cresceu 2,9%. Segundo o Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian, todos os setores tiveram alta nas vendas. Em setores menos impactados pelos juros, o avanço foi maior. O líder em crescimento foi o varejo de material de construção, com alta de 4% nas vendas, seguido pelo de combustíveis e lubrificantes, que cresceu 3,7%. Sequencialmente, o setor de móveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos e informática subiu 3,5% e o de tecidos, vestuário, calçados e acessórios cresceu 3,1%.


Setores afetados pelos juros

 Até segmentos que dependem de financiamentos e, por isso, são afetados pelos juros altos, tiveram bom desempenho. É o caso do varejo de veículos, motos e peças, que registrou elevação de 2,8%, e foi seguido pelo de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas, que geralmente é um setor resiliente à inflação e juros altos por ser essencial, mas só subiu 1,8%. Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian, aponta que o resultado confirma a expansão da atividade comercial, mesmo em um ano marcado por juros elevados e maior seletividade do crédito, sobretudo no segundo semestre. "Apesar de um ambiente monetário mais restritivo, o mercado de trabalho aquecido e as medidas de suporte à renda contribuíram para manter a demanda em níveis positivos. Ainda assim, o consumo mostrou sinais de moderação ao longo do ano, com impactos distintos entre os segmentos", pondera.


Fonte: Folha de São Paulo

22/01/2026

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