Categoria de massas alimentícias cresce 4,2% no Brasil
A categoria de massas alimentícias cresceu 4,2% no Brasil e movimentou R$ 7,7 bilhões no primeiro semestre de 2025, com mais de 654 mil toneladas em volume, de acordo com dados da Cesta Abimapi, monitorada pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias, Pães e Bolos Industrializados, com fonte NielsenIQ. Entre janeiro e junho, as massas secas faturaram R$ 4,5 bilhões, correspondentes a 540 mil toneladas comercializadas (82% da categoria), com destaque para as subcategorias: sêmola, com faturamento de R$ 1,5 bilhão e 35% do volume da categoria consumidas no primeiro semestre; e sêmola com ovos, com faturamento de R$ 1,6 bilhão e 34,6% do volume. Já 14,6% da categoria é representada pelas massas instantâneas, com 95 mil toneladas em volume comercializado e faturamento de R$ 2,9 bilhões. Por último, estão as massas refrigeradas, que somam 2,8% da categoria, com 18 mil toneladas produzidas até junho de 2025 e R$ 419 milhões em valor.
Alimento presente em 99% dos lares brasileiros
Já o estudo da Worldpanel by Numerator, encomendado pela Abimapi, mostra que o macarrão esteve presente em 99% dos lares brasileiros no ano móvel terminado em junho de 2025. Destaque para a contribuição do crescimento em volume nos lares jovens – com 14,2% representados por lares com compradores de até 29 anos, e 25,4% de 30 a 39 anos –, independentes, ou seja, que moram sozinhos e não têm parceiros ou filhos, sendo 32,7%; e da classe C, representando 46,3% do volume. "A principal força do setor reside na sua penetração praticamente universal nos lares. Mais do que apenas um item básico, o macarrão é um produto de consumo fundamental no orçamento familiar, ganhando relevância entre novas gerações como uma solução versátil e acessível para diferentes estilos de vida e orçamentos, renovando assim sua presença no mercado", afirma Claudio Zanão, Presidente Executivo da Abimapi.
Investimentos em inovação
De acordo com Maurizio Scarpa, Diretor Geral da Barilla no Brasil, o setor de massas vive um momento promissor, mas também desafiador. "Para sustentar esse avanço, é essencial que as empresas invistam em inovação e adaptação às novas demandas dos consumidores. Nosso setor precisa continuar acelerando o movimento de reformulação de produtos, como massas com maior teor de proteínas, fibras e ingredientes funcionais como lentilha, grão-de-bico e ervilha. Essa tendência ganha espaço no Brasil, impulsionada por consumidores que buscam opções mais nutritivas e equilibradas." Além disso, Scarpa reforça que "investimentos em embalagens sustentáveis, redução de desperdício e gestão eficiente da cadeia de suprimentos, vão ao encontro da valorização da categoria, fazendo com que as massas alimentícias deixem de ser vistas apenas como uma commodity de baixo preço".
