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Imagem destaque: Salário de entrada cresce como alternativa de contratação devido a mão de obra escassa
Créditos: Reprodução / OGlobo

Salário de entrada cresce como alternativa de contratação devido a mão de obra escassa

 A dificuldade crescente para atrair e reter trabalhadores no mercado formal tem levado empresas a elevar o salário de entrada, especialmente no setor de alimentação fora do lar. Em dezembro, a remuneração inicial com carteira assinada alcançou o maior patamar já registrado para o mês em vários segmentos. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o salário médio de admissão no Brasil chegou a R$ 2.304, crescimento real de 2,5% em relação ao mesmo período de 2024. Já bares e restaurantes pagaram, em média, R$ 1.880 na admissão, com aumentos reais de 4,4% e 3,7%, respectivamente. Este cenário é impulsionado pelo aquecimento do mercado de trabalho e pela valorização real do salário mínimo.


Setor Flexibiliza Jornada

  No food service, a resposta das empresas vai além do salário. Redes têm investido em flexibilização de jornadas, formação interna, ampliação do perfil etário dos contratados e revisão de exigências educacionais. A combinação de pleno emprego, maior competição por trabalhadores e crescimento real do salário mínimo vem redesenhando as estratégias de gestão de pessoas, com impactos diretos sobre custos operacionais e modelos de escala. Segundo um estudo da FGV Ibre, realizada entre outubro e novembro de 2025 com 3.763 empresas, 62,3% das companhias enfrentam dificuldades para contratar e reter funcionários. Entre aquelas 18,9% afirmaram ter aumentado salários para atrair profissionais — percentual superior ao registrado no ano anterior. Além disso, 36,2% ampliaram a oferta de benefícios. 


Questão Geracional

 Segundo informações da Folha, as vagas com aumento de salário concorrem com a atratividade percebida pelos jovens em ocupações sem carteira, flexibilidade e remuneração imediata maior, como entregadores e motoristas de aplicativos. O economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4Intelligence, reforça que a carteira assinada passou a enfrentar competição de vagas com maior flexibilidade e salários mais altos e complementa com um lembrete da questão geracional. "As novas gerações estão entrando no mercado de trabalho mais escolarizadas. Quem tem uma educação melhor vai ser mais resistente a fazer esforço físico na construção civil ou ser doméstica, por exemplo."

09/02/2026

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