Espaço kids se consolida como diferencial no food service
Uma pesquisa da Abrasel revela que a estrutura infantil já está presente em pouco mais de 1/4 dos estabelecimentos de alimentação fora do lar. Paralelamente, dados do Panorama da experiência do cliente em bares e restaurantes no Brasil, analisados pela Falaê, indicam que mais de 76% dos pedidos por espaço kids partem de consumidores entre 25 e 45 anos, com liderança do público de 35 a 45 anos. Na Que Doce, localizada na Urca (RJ), o espaço foi implantado há quatro anos por solicitação dos clientes, resultando no aumento da frequência de famílias e na indicação por boca a boca. Especialistas apontam que a estruturação desse espaço impacta o tempo de permanência, a ocupação de mesas e o faturamento, dividindo as áreas infantis em três categorias: essencial (até 6 m²), funcional (6 a 15 m²) e imersiva (acima de 15 m²), exigindo cuidados como pisos antiderrapantes, brinquedos certificados pelo INMETRO, higienização por turno e câmeras alinhadas à LGPD.
Espaço para Famílias
Além da infraestrutura física, ações como priorizar o envio de pratos infantis, criar combos para famílias e disponibilizar cardápios nutritivos auxiliam na fidelização e na reputação do negócio. Segundo a proprietária da Que Doce, Flávia Olmo, a estrutura física não explica a fidelização sozinha, destacando que mais do que ter a área, o diferencial é ser um espaço que acolhe crianças e bebês com atendimento gentil, garantindo que pais e mães possam frequentar ambientes que acolhem adultos e crianças.
"Crianças entediadas elevam a sensação de espera, aceleram o desejo de ir embora e aumentam a probabilidade de avaliações negativas na web, mesmo quando a comida está excelente. Por outro lado, quando o negócio acolhe bem a família, o tempo de permanência aumenta, o consumo de entradas e sobremesas cresce de forma orgânica e a recompra é garantida", revela Bernardo Netto, CEO da Falaê.

