Coxinha movimenta R$ 9,7 bilhões e segue entre os salgados mais consumidos do país
O Dia Nacional da Coxinha, comemorado dia 18 de maio, reforça a presença de um dos salgados mais tradicionais do país no cotidiano do consumidor. Dados do estudo CREST, em parceria com o Instituto Foodservice Brasil (IFB) indicam que a coxinha movimentou aproximadamente R$ 9,7 bilhões no acumulado de abril de 2025 a março de 2026, o que representa uma queda de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. Ao todo, foram mais de 597 milhões de transações no Brasil, também em retração de 21% na comparação anual. A coxinha está presente nos diferentes canais do food service, com destaque para padarias, que concentram 22% do consumo, seguidas por hiper e supermercados, com 19%, e lanchonetes, com 18%. O consumo está fortemente ligado a momentos de pausa ao longo do dia, especialmente no lanche da tarde, que concentra mais de 36% das ocasiões.
Mudança no Consumo
No estado de São Paulo, o desempenho acompanha a relevância nacional, mas com dinâmica distinta. O salgado movimentou cerca de R$ 2,7 bilhões no período, com queda de 5% na comparação com a análise anterior. O número de transações, por sua vez, apresentou leve crescimento de 1%, com mais de 162,9 milhões. O perfil do consumidor paulista apresenta uma faixa etária mais elevada, situando entre 35 e 59 anos, representando quase 54% do consumo, além de uma participação masculina ligeiramente maior, em torno de 54%.
Os canais seguem a mesma lógica nacional, com liderança das padarias, responsáveis por 20% das vendas, seguidas por hiper e supermercados, com 18%, e lanchonetes, com 17%. A ocasião de consumo também se mantém concentrada no lanche da tarde, que registra mais de 34%. Entre os drivers de consumo no estado, a conveniência ganha força, com crescimento de 10% na comparação dos 12 meses, enquanto o hábito apresenta queda de 17%, reforçando a mudança na forma como o consumidor se relaciona com o produto no dia a dia.
"A coxinha é um produto que atravessa gerações e continua relevante em diferentes contextos de consumo. Mesmo com mudanças no comportamento do consumidor, ela se mantém presente por sua conveniência e pela facilidade de acesso em diversos canais do foodservice", afirma Ingrid Devisate, vice-presidente executiva no IFB.
