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Imagem destaque: Carnaval 2026 injeta R$ 3,8 bilhões na economia de SP e supera ano anterior
Créditos: Divulgação

Carnaval 2026 injeta R$ 3,8 bilhões na economia de SP e supera ano anterior

 O estado de São Paulo vem ampliando o seu Carnaval a cada ano e 2026 foi marcado por programações diversificadas e centenas de blocos pela região, principalmente na capital paulista. O resultado é um turismo aquecido e uma injeção de R$ 3,8 bilhões - cerca de 10% maior do que o registrado na mesma época em 2025, nos setores de alimentação fora do lar e de hospedagem, segundo dados parciais da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp). De acordo com a entidade, de forma individual, os segmentos também obtiveram bons resultados. Hospedagem faturou R$ 567 milhões, e registrou 59% de reservas. O interior alcançou 82% de ocupação e os municípios litorâneos tiveram 85%. O diretor-executivo da entidade, Edson Pinto, afirma que o Carnaval de 2026 conseguiu colocar São Paulo no mapa dos grandes destinos dos foliões, rivalizando as atenções com as regiões Norte e Nordeste do país - historicamente fortes em fluxo de turistas neste período - e impulsionando, de forma sintomática, também o setor de serviços. 

 

 “De forma geral, São Paulo tem oferecido opções diversificadas no Carnaval - do interior, com cidades que concentram estruturas de lazer e ecoturismo, passando pelo litoral, preferência de quem curte altas temperaturas. Já a capital se destaca por sua vasta programação, com shows, blocos e megablocos. Isso tudo faz com que o estado retenha sua população com entretenimento e ainda atraia visitantes de fora”, avalia Edson Pinto. Com a movimentação, a Prefeitura de São Paulo contabilizou 16,5 milhões de foliões nas ruas e a agenda de 627 blocos. A programação contou ainda com 11 circuitos de megablocos distribuídos por todas as regiões


Bares e Restaurantes

 O destaque foi nos principais destinos turísticos, que registraram fluxo intenso de visitantes e aumento expressivo nas vendas. Em outros polos turísticos, como cidades litorâneas e estabelecimentos com perfil mais informal, voltados ao grande fluxo de pessoas e ao consumo rápido, foi relatado crescimento consistente no faturamento. A expansão do pré-Carnaval, cada vez mais incorporado ao calendário oficial de diversas capitais, também contribuiu para prolongar o período de aquecimento do setor. Contudo, o desempenho não foi uniforme. Em regiões menos associadas ao turismo ou em áreas predominantemente executivas, parte dos bares e restaurantes registrou desempenho mais discreto — alguns, inclusive, abaixo do esperado. Estabelecimentos de perfil mais sofisticado, ou localizados fora dos eixos de alta circulação, também sentiram menos os efeitos positivos da festa, um comportamento já observado em anos anteriores.

 

 Mesmo assim, o Carnaval segue como uma das datas mais estratégicas para a economia do setor, mas exige leitura cuidadosa de cada realidade. "O Carnaval é, historicamente, uma grande alavanca para bares e restaurantes, especialmente nas cidades turísticas, onde funciona quase como uma alta estação. Mas é fundamental reconhecer que o impacto não é igual para todos. O movimento depende do perfil do negócio, do tipo de público atendido e da localização", afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

23/02/2026

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