Bares passam a apostar em drinks prontos como estratégia operacional
Os drinks prontos em lata começam a ocupar um mais espaço que vai além da conveniência do consumo em casa, na praia ou em eventos. Aos poucos, eles também entram no radar de bares que já têm carta de coquetelaria própria — não para substituir o drink preparado na hora, mas para atender a outros momentos do serviço: dias de casa cheia, áreas externas, música ao vivo, festas fechadas e pedidos em que a agilidade faz diferença. Essa é a nova aposta da RuERA Cervejaria, de Barão Geraldo, em Campinas (SP). A casa investiu no movimento e vem trabalhando o Amadinho, bebida alcoólica mista criada em parceria com a Geest Destilaria. Com 6% de teor alcoólico e lata de 350 ml, o drink combina cachaça, maracujá, limão, mate, guaraná, gengibre e canela em uma receita refrescante, aromática e brasileira sem cair no óbvio.
A Aposta
No Amadinho, a cachaça dá estrutura sem dominar o sabor. O maracujá, o gengibre e a canela aparecem primeiro, com intensidade aromática; o limão traz frescor; e o mate e o guaraná completam a bebida com notas herbáceas e uma doçura suave. Mesmo com uma coquetelaria autoral bem recebida pelo público, o Amadinho encontrou um lugar próprio na casa e vem ganhando espaço nas vendas. “Ele foi encontrando um lugar no bar. Tem gente que chega pelo chope, tem gente que pede drink feito na hora, e tem gente que quer algo mais rápido, gelado, refrescante. O Amadinho entrou muito bem nesse espaço”, diz Fernanda Brito, sócia da RuERA Cervejaria.
Mudança de Mercado
O movimento acompanha uma mudança mais ampla no mercado de bebidas prontas. Em análise publicada em 2025, a IWSR, consultoria especializada no setor, aponta coquetéis e long drinks RTD, sigla em inglês para ready to drink (pronto para beber), como uma das frentes mais dinâmicas da categoria, com projeção de dobrar em volume no mundo até 2029.
