Empresas Reforçam Logística para Alimentos e Bebidas
Categoria se Fortalece no E-commerce


Texto: Larissa Varjão
O crescimento de 107% na venda de
alimentos e bebidas no e-commerce, segundo relatório da NielsenIQ, também foi
registrado em empresas como Mercado Livre, plataforma de marketplace, Merqueo,
aplicativo de entregas, e as redes de supermercados Pague Menos e Dalben. "A
maior concentração de compras está em produtos como leite, ovos, óleo, arroz e
café. O número de usuários e pedidos no Brasil triplicou de tamanho nos últimos
meses", afirma Saulo Brazil, Country Manager do Merqueo Brasil, com
exclusividade ao Jornal Giro News. Em relação às bebidas, as alcoólicas se
destacam. "O aumento das vendas de bebidas no e-commerce é expressivo. A
procura por cervejas especiais e vinhos é ainda maior", conta Osvaldir Reis da
Silva Junior, Gerente de E-commerce do supermercadistaPague Menos.
Aumento da Operação
Com a grande demanda,
as empresas sentiram a necessidade de ampliar a operação. "Este ano, vamos
investir R$ 17 bilhões no Brasil, 70% a mais do que foi investido no ano
passado. Parte desse investimento será voltado para nosso crescimento logístico,
incluindo 4 novos centros de distribuição, todos na região de São Paulo",
adianta Kael Lourenço, Diretor de Marketplace do Mercado Livre no Brasil. Além
de aberturas de estruturas próprias, serviços terceirizados também serão
usados. "Nós temos uma logística terceirizada quando temos um aumento repentino
de pedidos. Para nos ajudar na parte de last mile, entramos em super
aplicativos e estamos apostando em entregas express em até 2 horas", explica
Fernanda Dalben, Diretora de Marketing do Dalben. Para a executiva, a rede
online também contribui para o CRM, devido à retenção de dados do cliente, que
permite o entendimento de seu comportamento de compra e a personalização do
atendimento.
Varejo On-line Irá Se Manter
Para o Marqueo, o varejo
online de alimentos tem capacidade e espaço para crescer ainda mais no Brasil:
"Projetamos aumentar em dez vezes nosso tamanho até o final do ano". As redes
supermercadistas também acreditam que o hábito de comprar no e-commerce continuará
aquecido. "As vendas continuam crescendo, mesmo depois da reabertura das lojas
físicas", aponta Osvaldir, do Supermercados Pague Menos. Já para o Mercado Livre, o
e-commerce entrou de vez na vida dos brasileiros. "O canal já atingiu 14% de
penetração, um aumento de 2 pontos em relação ao ano anterior, mas ao mesmo
tempo verificamos um alcance de apenas 2% para a categoria de Supermercados - o
que mostra o tamanho do espaço que ainda temos para crescer", finaliza Kael, do
marketplace.
