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Imagem destaque: naPorta: a logtech por trás das entregas do varejo nas favelas
Katrine Scomparin, CMO da naPorta (Crédito: naPorta)

naPorta: a logtech por trás das entregas do varejo nas favelas

 A atuação do varejo nas favelas conta com aliados que viabilizam as entregas na porta dos consumidores, mesmo em territórios complexos em termos de logística. Uma dessas empresas é a naPorta, que oferece Logistic as a Service (LaaS) para áreas restritas, zonas rurais, regiões ribeirinhas e periféricas. A base de clientes ativos da logtech inclui nomes como Shopee, Magalu, Riachuelo, Americanas, Prezunic, Carrefour, Mercado Livre e Petlove. “Em quase 3 anos, já realizamos 600 mil entregas e impactamos 3 milhões de pessoas. No ano de 2023, foram entregues 250 mil pedidos”, revela Katrine Scomparin, CMO da naPorta, com exclusividade ao Jornal Giro News.


Planos de expansão

 A logtech está expandindo sua atuação em São Paulo com a abertura de um cross docking de quase 2 mil m² em Itaquera, bairro da Zona Leste da capital. “Além disso, iremos ampliar para a Zona Sul da cidade. Fomos investidos pelo Funses (Fundo Soberano do Espírito Santo) e iremos expandir também para a terra capixaba”, destaca a executiva. A partir de um cross docking de mil m² no bairro Gardênia Azul, a naPorta entrega em 100% da cidade do Rio de Janeiro, com agências licenciadas em favelas como Rocinha, Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Rio das Pedras, Complexo da Maré e Muzema. Já em São Paulo, a empresa está presente na Zona Norte da capital, com uma base na Brasilândia operando com veículos 100% elétricos e uma base em Ferraz de Vasconcelos, na Zona Leste.


  “Com o Magalu, atuamos no modelo same day com entregas expressas direto da loja tanto em São Paulo, quanto no Rio de Janeiro, em regiões acordadas”, complementa Katrine. Outro foco da empresa é avançar para novos segmentos, nos quais ainda não atua.


Funcionamento da operação

 A naPorta possui mini hubs/agências nas adjacências das comunidades, onde recebe as mercadorias enviadas pelas operações de cross docking. “Essas mercadorias são processadas e roteirizadas e, através de entregadores locais, fazemos a entrega da encomenda na porta do consumidor final”, detalha a CMO. Segundo a executiva, assim como nas áreas urbanas, os moradores podem acompanhar sua entrega em tempo real. O serviço inclui modalidades de entrega last mile, middle mile, reversa, entrega agendada e ponto de retirada. Para Katrine, os maiores desafios para converter varejistas a olharem para as comunidades são falta de visibilidade do cenário e ausência de um bom nível de serviço local, profissionalizado e que siga processos corporativos e logísticos para tratar os pedidos.


 “Muitas vezes pela entrega passar por inúmeros intermediários logísticos, as grandes empresas e marketplaces não conseguem enxergar a cadeia final (última milha) e os desafios que o seu consumidor passa para receber o seu produto. O nosso trabalho além da entrega é de constantemente trazer provas sociais do território”, finaliza a executiva.


10/05/2024

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