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Imagem destaque: Marabraz pede proteção de 180 dias contra credores
Unidade da Marabraz no Shopping Metrô Itaquera. Créditos: Divulgação

Marabraz pede proteção de 180 dias contra credores

 O Grupo Marabraz pediu à Justiça de São Paulo proteção de 180 dias contra cobranças de credores. Em emenda à petição de recuperação judicial, a varejista solicita a suspensão das cobranças, a liberação de recursos financeiros bloqueados e a manutenção de serviços considerados essenciais, como água, energia, internet, telefone e serviços financeiros. A empresa também pede acesso a imóveis retomados por locadores para retirar bens e mercadorias. A Marabraz entrou com pedido de recuperação judicial em 15 de agosto, citando dívidas de R$ 140 milhões. A proteção antecipada já havia sido solicitada na petição inicial. A empresa atribui a crise a fatores internos e externos, incluindo a dependência de financiamento, conflitos familiares entre os controladores e restrições de crédito. Atualmente, o grupo afirma ter 111 lojas, sendo 25 em funcionamento e 86 temporariamente fechadas.


Justiça solicita documentos complementares

 Em 22 de agosto, a juíza Fernanda Perez Jacomini determinou o restabelecimento dos serviços da Oracle. Segundo a Marabraz, a empresa havia bloqueado o acesso ao armazenamento de documentos contábeis necessários ao processo. A Oracle informou posteriormente à Justiça que os sistemas haviam sido liberados em 20 de junho, antes do pedido de recuperação, e solicitou o reconhecimento do fato. A magistrada também pediu documentos complementares e atribuiu à Deloitte uma perícia prévia sobre a situação da varejista. Em petição protocolada no dia 3, a Marabraz afirmou ter cumprido a determinação e reiterou o pedido de recuperação judicial. As informações são da Folha de S. Paulo.

09/09/2026

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