Grupo Casas Bahia pede recuperação judicial
O Grupo Casas Bahia protocolou um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. Além da holding, o processo inclui subsidiárias como Ponto Frio, Cnova, Bartira, Casas Bahia Tecnologia e empresas de logística. Segundo a varejista, a medida foi tomada diante do agravamento de sua situação econômico-financeira, em um cenário marcado por juros elevados, restrição de crédito, aumento dos custos financeiros e pressão sobre o consumo e o capital de giro. A empresa também citou a não concretização de alternativas de liquidez que vinha buscando nos últimos meses. “Ajuizamento do pedido de recuperação judicial mostra-se necessário e configura mais um passo na direção da reestruturação financeira da companhia”, disse a empresa no comunicado. A Casas Bahia destacou que pretende manter o funcionamento normal de suas operações e continuará atuando em todos os canais de venda.
Revisão de Todo o Negócio
O plano envolve uma revisão da estrutura operacional, com foco em negócios mais rentáveis e de maior margem, além do reperfilamento e alongamento das dívidas financeiras e operacionais. A decisão de ingressar com a recuperação judicial foi aprovada pelo Conselho de Administração e contou também com o aval do acionista controlador do negócio. A Casas Bahia informou ainda que o Conselho de Administração aprovou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para que os acionistas ratifiquem a decisão, com data e detalhes da proposta ainda a serem divulgados. A companhia registrou prejuízo de mais de R$ 10 bilhões no segundo trimestre de 2026, citando o impacto de um plano de redimensionamento de sua operação, que incluiu o fechamento de 298 lojas. Saiba mais!
