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5G Deve Mudar Relação Entre Varejo e Indústria

Automatização de CDs

Destaque 5G Deve Mudar Relação Entre Varejo e Indústria
Destaque 5G Deve Mudar Relação Entre Varejo e Indústria

Neste ano, será iniciada a operação do 5G no Brasil. Até julho, a quinta geração de internet móvel deve funcionar nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. No mercado, a expectativa é que a tecnologia traga automatização para toda a operação. "Quando a gente fala de varejo supermercadista, o 5G vai acelerar a relação desse setor com a indústria. O primeiro ponto disso é que existe um movimento de ampliação de rede de fibra ótica no país. Com isso, até o 4G vai evoluir em áreas que são 'desertos digitais'. E o varejo vai se beneficiar disso", explica, com exclusividade ao Jornal Giro News, Ricardo Pinho, diretor da Linx Bridge, vertical da Linx dedicada a soluções de conectividade e tecnologia fiscal para o varejo.

Conexão com a Gôndola
Para o executivo, a tecnologia possibilitará levar essa infraestrutura ao interior, onde, geralmente, estão localizados os centros de distribuição (CDs). "Em relação às aplicações do 5G, a indústria poderá acompanhar o desempenho de vendas do seu produto lá na ponta, na gôndola do supermercado." Essa prática já pode ser feita pelo setor atualmente, mas não com a velocidade, estabilidade e segurança que devem ser promovidas pelo 5G. A tecnologia também trará novas possibilidades a outros segmentos do varejo, como o de vestuário, e acelerar conceitos como big data, realidade aumentada e Internet das Coisas. "O 5G habilita um tráfego de dados muito maior em um tempo menor, oferecendo informações mais relevantes ao cliente. Um exemplo é a prova de roupas virtualmente."

Nova Forma de Vender
Segundo Ricardo, a tecnologia pode impactar nos modelos de venda das lojas, a partir da implementação de totens autônomos. "Se criada com o 4G, essa experiência não seria tão veloz e realística. Mas, com o 5G, os lojistas podem ter uma tela com um influenciador, por exemplo, ampliando o número de vendedores sem recorrer ao modelo tradicional." A ideia é que a tecnologia democratize o acesso à internet no Brasil, considerando os investimentos que as operadoras de telecomunicação deverão fazer em estrutura de conectividade. Para se preparar para esse movimento, de acordo com o diretor, é necessário se atentar às inovações e entender como o 5G já opera em outros países e, mais do que isso, como será "tropicalizado" para as operações no Brasil.

05/01/2022

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