Varejo cresce 7,7% no 7 de setembro, aponta ICVA Cielo
Segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), o varejo brasileiro registrou crescimento nominal de 7,7% no 7 de Setembro, em relação à mesma data de 2025. O resultado considera o faturamento bruto e não desconta o efeito da inflação. O desempenho positivo também apareceu nos diferentes canais de venda: o e-commerce cresceu 10,9%, enquanto o comércio físico avançou 6,7%. Por macrossetores, Serviços apresentou a maior alta, de 9,1%, seguido por Bens não Duráveis (+7,2%) e Bens Duráveis e Semiduráveis (+6,0%).
Gastos em farmácias aumentam
Entre os setores individualmente analisados, Drogarias e Farmácias tiveram o maior avanço, de 12,6%, seguidas por Turismo e Transporte, com alta de 12,4%. Recreação e Lazer cresceu 9,7% no 7 de Setembro. Vestuário e Artigos Esportivos avançaram 3,4%, enquanto Supermercados e Hipermercados cresceram 2,1% e o Varejo Alimentício Especializado, 0,9%. Na direção oposta, Alimentação, Bares e Restaurantes apresentou queda de 5,6% ante o feriado de 2025. O agrupamento de Demais Setores registrou crescimento de 13,5%. “Os resultados sugerem que o feriado prolongado favoreceu gastos relacionados ao lazer e ao turismo. O desempenho desses segmentos é compatível com um cenário em que os consumidores aproveitaram a data para viajar e realizar atividades de recreação”, afirma o vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, Carlos Alves.
Norte e Nordeste lideram crescimento
Regionalmente, todas as cinco macrorregiões brasileiras apresentaram crescimento, com destaque para Norte e Nordeste, que avançaram 18,7% e 15,6%, respectivamente. Na sequência aparecem Centro-Oeste (+6,2%), Sul (+5,4%) e Sudeste (+4,6%). Entre os estados destacados pelo ICVA, o Amazonas liderou, com alta de 29,0%, seguido por Pará (+20,1%), Ceará (+17,4%), Bahia (+15,0%) e Rio de Janeiro (+14,4%). Também tiveram crescimento Goiás (+10,4%), Santa Catarina (+8,4%), Minas Gerais (+8,3%), Pernambuco (+6,7%), Distrito Federal (+5,0%), Paraná (+4,0%), Rio Grande do Sul (+2,9%) e São Paulo (+0,7%). “Quando observamos os resultados por região, fica ainda mais evidente a diversidade do consumo brasileiro. O ICVA permite justamente acompanhar essas diferenças a partir das transações realizadas no varejo e identificar movimentos que podem ficar escondidos quando olhamos apenas para a média nacional”, acrescenta Alves.
