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Imagem destaque: Trigo do Cerrado brasileiro promete revolucionar o mercado, diz Abimapi
Crédito: Divulgação / Abimapi

Trigo do Cerrado brasileiro promete revolucionar o mercado, diz Abimapi

 A produção de trigo no Cerrado brasileiro tem ganhado destaque nos últimos anos, impulsionada por avanços tecnológicos e pela busca por alternativas sustentáveis na rotação de culturas. Em entrevista exclusiva para o Jornal Giro News, Claudio Zanão, presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias, Pães e Bolos Industrializados (Abimapi), comenta que, com os bons resultados do cultivo no Cerrado, este poderá ser o futuro do trigo no Brasil. “Nós teremos condições, daqui a quatro ou cinco anos no máximo, de produzir as 13 milhões de toneladas que nós precisamos e um excedente ainda maior para exportação. Então sairíamos do papel de importador de trigo mundial para ocupar uma posição também na área de exportação mundial de trigo”, revela. 


Produção Regional

 O Sul do Brasil sempre foi um grande produtor de trigo, pois os grãos, inicialmente, conseguiram se adaptar às temperaturas mais amenas dessa região do país, uma vez que o trigo é originário de áreas frias e montanhosas da Ásia. Segundo Zanão, o Brasil produz, em média, metade do trigo que necessita e adquire cerca de 5 a 6 milhões de toneladas no Mercosul. A produção de trigo no Cerrado começou a se consolidar na década 1990, com o apoio da Embrapa, que desenvolveu sementes adaptadas ao clima quente e seco da região. De acordo com dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o volume de trigo produzido no Centro-Oeste cresceu 95% de 2018 a 2024, e a área plantada no Cerrado avançou 119%, impulsionado por avanços no melhoramento genético e em técnicas de cultivo. O Brasil tem avançado significativamente na busca da autossuficiência na produção trigo, e tudo indica que nos próximos 5 anos essa meta seja alcançada.


Cesta Abimapi

  O presidente da entidade falou também sobre o momento de consumo no mercado brasileiro. Entre janeiro e abril deste ano, foi registrado um faturamento de R$ 19 bilhões no setor de biscoitos, massas, pães e bolos industrializados, o que corresponde a uma alta de 2,7% em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados da NielsenIQ. Uma categoria que teve maior destaque nos últimos anos foi a dos pães industrializados. Incentivada pela pandemia de Covid-19, a população passou a consumir o produto em mais ocasiões, além do café da manhã. “A indústria aproveitou o embalo e lançou também novidades neste segmento. Por exemplo, além do pão branco que é o mais vendido, tem os pães integrais e também os pães com vários tipos de sementes, que foram muito bem aceitos. Então, no pós-pandemia, o pão industrializado, com inovações, vem se mantendo como uma opção muito variada, principalmente pela facilidade de estocagem, algo que não tinha com o pão francês”, comenta o presidente da Abimapi.



Biscoitos e Massas

 Vale ressaltar que as categorias de biscoito e macarrão também tiveram sua parcela no destaque. “Em biscoitos, nós temos cerca de 1.600 mil tipos diferentes aqui no Brasil, que vão da indulgência até um produto light, e essa categoria vem se mantendo cada vez mais atualizada de acordo com as preferências e adaptação às mudanças de consumo. Já as massas são prioridade quando se transfere a refeição para dentro de casa, por ser um produto prático, rápido e que todo mundo gosta”, analisa. Por sua vez, o bolo industrializado tem uma penetração menor, pois é uma categoria relativamente nova, que vem ganhando mercado aos poucos - atualmente, representa cerca de 10% de penetração.


Alíquota Reduzida na Cesta Básica

 Junto ao Governo, a Abimapi tem posicionado os produtos - biscoitos, pães e massas - na lista de itens da cesta básica que terão as alíquotas de impostos reduzidas ou até zeradas. De acordo com Claudio Zanão, o macarrão - massa seca - faz parte da lista dos itens que estão com os impostos zerados. Já para massas frescas e massas instantâneas, a redução é de 60%, assim como para o pão de forma. “Nós conseguimos isentar o biscoito de um imposto adicional, como estavam muitos querendo, porque o biscoito ficou muito tachado como ultraprocessado. Então nós conseguimos com que não houvesse uma taxação independente do biscoito. Basicamente, as nossas categorias foram muito bem colocadas, inclusive a farinha de trigo, que também teve a alíquota de imposto zerada”, finaliza. 

18/07/2025

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Escrito por Thalita Sollazzo

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